Vaga de ataques no Iraque causa 51 mortos em menos de 24 horas

10/09/2012 01:14 - Modificado em 10/09/2012 01:14
| Comentários fechados em Vaga de ataques no Iraque causa 51 mortos em menos de 24 horas

Pelo menos 51 pessoas morreram e mais de 250 ficaram feridas este domingo numa vaga de atentados por todo o Iraque, incluindo uma brutal explosão num mercado de Amara, um ataque à bomba contra o edifício do consulado francês em Nassiriya e um outro contra um posto de controlo militar na capital, Bagdad – dando sinais de como a rebelião persiste no país apesar dos esforços do Governo em manter a segurança.

A explosão de dois carros armadilhados perto de Amara, num mercado junto ao mausoléu do imã xiita Ali al-Charki, no sul do Iraque, com um balanço de 16 vítimas mortais, fez subir nas últimas horas o número de mortos, que antes estava confirmado em 34.

 

Rebeldes sunitas e membros da Al-Qaeda têm perpetrado uma série de ataques ao longo deste ano, empurrando o Iraque para a beira do cenário de tensão sectária e política que levou o país para bem perto da guerra civil em 2006-2007, com sunitas e xiitas imersos em retaliações sucessivas que conduziram à morte de centenas de pessoas.

 

Outro violento ataque ocorrera ainda durante a noite em Dujail, a 50 quilómetros para norte de Bagdad, em que um grupo de homens armados e um bombista suicida atacaram uma base militar iraquiana, matando 11 soldados e deixando outros sete feridos.

 

Já em Kirkuk, mais uns 200 quilómetros para norte, um carro armadilhado explodiu junto a um posto de recrutamento de seguranças para a empresa estatal petrolífera, causando aí a morte a outras oito pessoas.

 

Nassiriya, cidade para Sul de Bagdad e habitualmente tranquila, foi palco de dois atentados: um ataque à bomba junto ao consulado francês em que morreu um polícia iraquiano e a explosão de um carro armadilhado às portas de um hotel no centro da cidade em que foram mortos dois civis.

 

Esta vaga sangrenta – que atingiu também as cidades de Samarra, Bassorá e Tuz Khurmato – lança ainda maior pressão sobre o Governo iraquiano, já profundamente dividido pela batalha interna entre as facções políticas sunitas, xiitas e curdas, para levar a bom termo o combate contra os rebeldes islamistas e grupos terroristas afiliados à Al-Qaeda, como o Estado Islâmico do Iraque que tem reivindicado vários grandes ataques contra alvos das forças de segurança e em bairros xiitas.

 

Todos estes focos de tensão, nove meses após a partida das últimas tropas de combate norte-americanas, estão a gerar intensos receios de um aumentar da violência, quando o Iraque se vê também a braços com a necessidade de conter um eventual extravasar para dentro do país do conflito na vizinha Síria.

 

 

 

pub.pt

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2018: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.