São Vicente: árbitros exigem pagamento de prémios de jogo

2/08/2016 07:54 - Modificado em 2/08/2016 07:54

arbitroResponsáveis em comandar a arbitragem dos jogos reivindicam pagamento dos prémios de jogos da edição passada do campeonato regional de escalões, a final da Taça de São Vicente e da Liguilha. Afirmam ainda que estão sem previsão de receberem.

 

A informação foi avançada por um profissional da área que adianta que os atrasos remontam a Abril da edição de 2016. Este diz que não é só a falta de pagamento dos prémios de jogo, mas a forma como são tratados pela Associação de Futebol de São Vicente, que em vez de se reunir com a classe e apresentar os argumentos referentes a esta situação, simplesmente remete-se ao silêncio, e “toda a vez que reivindicamos, definem uma data para o pagamento: na próxima semana. Mas este nunca chega”.

 Enquanto o pagamento não é feito, esperam que a ARFSV tenha a bondade de lhes informar sobre o que se passa e dar “alguma satisfação”. Neste momento, querem apenas saber qual é a posição da entidade responsável do futebol em São Vicente.

 Os prémios de jogo referem-se, principalmente, aos jogos do campeonato de escalões, de sub-15 a sub-17 de 2016 e os árbitros ainda não receberam pelos trabalhos prestados na competição.

De acordo com o apurado, o pagamento deveria ter sido feito pelo menos até ao final das competições, mas tal não aconteceu e o Conselho de Arbitragem também não tem feito muitos esforços para ajudar, conforme explica.

Contactados outros árbitros, estes corroboram esta informação e alguns chegam mesmo a afirmar que apesar do trabalho feito em prol da modalidade, sentem-se abandonados e desvalorizados.

Condições de trabalho 

Pronunciam-se também sobre as condições de trabalho dos árbitros que actuam sob pressão e têm responsabilidades sobre os resultados das partidas, bem como as ameaças que costumam ser vítimas quando apitam uma partida. “Muitas vezes, no campo, costumamos ouvir muitas ameaças de adeptos e tenho colegas que já foram até mesmo agredidos fisicamente na rua por adeptos insatisfeitos com a arbitragem.

Outra questão que colocam é a da deslocação, por exemplo, afirmam que, às vezes, dirigem mais de um ou dois jogos e têm de se deslocar de um campo para o outro, usando como referência o Estádio Adérito e o campo Bitim ou de Bela Vista e têm a pressão de terminar um jogo e “correr” para arbitrar outro, o que é muito cansativo.

Propõem que a categoria receba mais atenção por parte das autoridades políticas e do futebol. “Queremos o tratamento adequado para que possamos ter prazer no que fazemos e que a regulamentação da profissionalização seja uma certeza”.

Ao fazer um ponto da situação sobre aquilo que é devido aos árbitros, afirma: “Os prémios de jogo formam liquidados apenas até à 3ª jornada. O que está em falta é o prémio restante que está concordado com a Associação”.

  1. Árbitro SV

    Temos um presidente do Conselho Regional ausente e que praticamente é conivente com a Associacao na falta de respeito aos árbitros, que qto a mi é o pior Conselho regional de arbitragem que já tivemos, temos órgãos do Conselho nacional aqui que simplesmente andam a procura dos seus próprios interesses, qto é assim é mau pq a classe fica a sofrer e abandonado a sua sorte.

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