Governo alemão quer exército a atuar em caso de ataque terrorista

1/08/2016 09:18 - Modificado em 1/08/2016 09:18
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alemanhaA ministra alemã da Defesa, Ursula von der Leyen, quer acelerar os planos para permitir a intervenção do Exército em casos de alerta interno grave ou de ataque terrorista.

“No final do verão decidiremos com os ministros do Interior dos estados federados que casos específicos devemos começar a testar”, indicou a ministra em declarações ao diário Bild.

Von der Leyen defende a necessidade de uma regulação clara que permita às forças armadas atuar “de imediato” no caso de uma situação de gravidade nacional que obrigue a ativar dispositivos de segurança especiais.

Para isso, acrescenta a ministra, devem estabelecer-se quanto antes as relações e cadeias de comando entre o corpo policial – que corresponde aos estados federados – e o Exército – ao governo federal.

Já em meados de julho a ministra admitiu a possibilidade de autorizar a intervenção do Exército no interior do país, perante o alerta terrorista generalizado na Europa.

Os recentes atos de violência e atentados terroristas na Baviera precipitaram a discussão, após as suspeitas expressadas pelo Partido Social Democrata (SPD), que faz parte da coligação no governo, e também do setor policial.

O governo regional da Baviera tem vindo a insistir com a chanceler, Angela Merkel, para que sejam reforçados os dispositivos de segurança nacional, endurecida a política de asilo e para sejam impostos limites à entrada de refugiados.

Os dois recentes atentados terroristas foram cometidos por refugiados – um afegão de 17 anos que atacou os passageiros de um comboio regional e foi abatido pela polícia, em Würzburg, e um sírio de 27 anos que detonou a bomba que levava na mochila, em Ansbach.

Em junho, a ministra anunciou um reforço de 7.000 soldados e um aumento orçamental, dos atuais 34.300 milhões de euros para 39.200 milhões em 2020.

Desde a queda do Muro de Berlim e a reunificação do país em 1990, as forças armadas foram reduzidas de 585.000 efetivos para 177.000 soldados.

jn.pt

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