Concordata: Santa Sé deseja que o acordo sobre o ensino seja firmado o mais rapidamente possível

27/07/2016 01:52 - Modificado em 27/07/2016 01:52

santa seO Núncio Apostólico da Santa Sé para Cabo Verde, Michael Wallace Banach, manifestou hoje a sua vontade de ver firmado o acordo na área do ensino entre o arquipélago e o Vaticano, o mais rapidamente possível.

A vontade foi manifestada pelo Núncio Apostólico que esta quarta-feira entregará as suas cartas credenciais ao Presidente da República, quando falava em declarações à imprensa na Cidade da Praia no final de uma visita de cortesia que efectuou ao Ministro dos Assuntos Parlamentares e da Presidência do Conselho de Ministros e Ministro do Desporto, Fernando Elísio Freire.

Segundo o representante diplomático da Santa Sé, a concordata que “define e garante” o estatuto da Igreja Católica no arquipélago, assinada entre o Vaticano e Cabo Verde em 2013, na Praia, inclui três acordos complementares, sendo um sobre a assistência religiosa para os militares, outro sobre o património histórico e os arquivos da igreja e mais um acordo em matéria de formação, educação e ensinamento da religião e moral.

“Já falei com o Cardeal Dom Arlindo Furtado e agora com o Ministro Fernando Elísio Freire, do desejo de ver firmado o mais rapidamente possível o acordo sobre o ensino”, disse, lembrando que a concordata é um acordo de “base” que “consolida” a liberdade da Igreja no País mas que, ao mesmo tempo, indica alguns espaços de uma maior cooperação entre o Governo de Cabo Verde e a Santa Sé.

Para além de entregar as cartas credencias esta quarta-feira, 27, ao Presidente da República Jorge Carlos Fonseca, que o acreditam como Embaixador da Santa Sé em Cabo Verde, o Monsenhor Michael Wallace Banach pretende encontrar-se com outras personalidades deste País que considera ser uma “excepção” nesta região do mundo, por ter uma população maioritariamente cristã.

A concordata entre Cabo Verde e a Santa Sé foi rubricada em Junho de 2013 entre o então Ministro das Relações Exteriores, Jorge Borges, e o Secretário do Vaticano para as Relações com os Estados, o Arcebispo Dominique Mamberti, tendo as partes realçado que o acordo consagrou as “boas relações” bilaterais que se desenvolveram entre os dois Estados desde 1976, um ano depois do País aceder à independência.

Com a assinatura do documento ratificado em Abril de 2014 e que congrega 30 artigos, Cabo Verde passou a ser o primeiro país da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e o terceiro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) a assinar uma concordata com o Vaticano.

Lusa

  1. Edmilson

    É mas prestemos atenção para não ferir a liberdade religiosa dos outros. Ensinar religião com os cuidados que isso requer para não degradar nossa democracia. Temos estudantes com muitas religiões diferentes

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