90% dos trabalhadores da Caixa Económica de CV aderiram à greve nacional

19/07/2016 08:12 - Modificado em 19/07/2016 08:12

caixaA greve nacional dos trabalhadores da Caixa Económica de Cabo Verde contou com noventa por cento de adesão. A última reunião entre a Direcção-Geral do Trabalho e a Caixa Económica no sentido de encontrar entendimento não surtiu os efeitos esperados, portanto, na falta de consenso entre as duas partes, os funcionários prosseguiram com a greve de dois dias que decorre até ao dia 19. Os lesados reivindicam aumento salarial, congelado desde 2010, e a suspensão do método de avaliação de desempenho.

Não havendo entendimento entre as partes, os trabalhadores de todo o país participaram na greve dando força à exigência dos seus direitos que há muito reivindicam. Os trabalhadores da Caixa Económica de Cabo Verde aderiram em massa à greve de dois dias que aconteceu nos dias 18 e 19.

Em São Vicente, apenas os serviços de informação estiveram a funcionar. À porta da Caixa Económica, os trabalhadores empunharam cartazes com diversas mensagens: “exigimos trabalho com dignidade, exigimos dignidade, reajuste salarial, justiça imediata e a luta continua”, palavras de ordem proferidas pelos funcionários.

Em entrevista ao NN, José Trigueiros, Presidente do STIF Região Norte, adiantou que os trabalhadores têm sido pacientes, procurando o diálogo através do Sindicato mas não têm encontrado abertura para negociar.

Aumento salarial congelado desde 2010 e suspensão do método de avaliação de desempenho, são as principais causas da greve nacional de dois dias. Segundo Trigueiros, a Caixa Económica tem tido bons resultados e, em 2015, foi o banco com maiores resultados a nível nacional.

Trigueiros refere ainda que cerca de noventa por cento dos funcionários aderiu à luta que decorre até terça-feira, dia 19. O mesmo acredita que se houver uma proposta concreta, os trabalhadores estarão dispostos a analisá-la e, com a entrada da nova administração, espera haver abertura para o diálogo e resolver a situação dos trabalhadores.

  1. Atento

    Algo está estranho. Senão vejamos. A CECV diz ter no ano de 2015 o maior resultado da banca nacional. É um paradoxo o que está a passar. Será que esses resultados não foram fabricados? Analisando bem os dados do balanço publicados podemos ver que não é bem assim, e essa greve veio mostrar que de fato esses resultados deixam muitas dúvidas. Uma pergunta ao BCV, as contas foram auditadas? Será???

  2. Observador

    Compreende-se e solidariza com os trabalhadores pois é uma direito laboral e com paciência tem limites. Vejamos houve condições para melhorar condições da administração( caricato um dos Administradores é quadro do BCA), houve condições para distribuir dividendos aos accionistas mas nada para aqueles que puseram a mão na massa para que houvesse tais resultados. O que esta acontecer na Caixa é espelho da situação corrente nos outros bancos e que infelizmente o Banco Central continua a assobiar para o lado. O novo código fiscal sobre empresas colectivas foi violento para com os trabalhadores em especial das instituições financeira,basta ver o que ficou definido na tributação autónoma, fazendo com que hoje um cliente externo pode ter melhores taxas que um trabalhador das instituições financeiras num crédito ao consumo.
    Precisa-se por ordem a nível laboral nas instituições financeiras mas só será possível com o BCV interventivo e preventivo …. reactivo não ! Os jornalistas tendo em conta os problemas que banca pode causar na nossa pequena economia deveriam ter um cuidado especial para o sector em nome do interesse publico .

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