Mauritânia extraditou o ex-chefe dos serviços de informações de Khadafi

7/09/2012 02:02 - Modificado em 7/09/2012 02:02
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O ex-chefe dos serviços de informações do regime de Muammar Khadafi, Abdullah al-Senussi, foi extraditado nesta quarta-feira pela Mauritânia e já chegou à Líbia, onde está sob custódia das autoridades governamentais.

 

O avião onde viajou Senussi chegou ao início da tarde à capital da Líbia, Trípoli, onde o antigo chefe dos serviços de informações líbios deverá ser julgado por crimes cometidos durante o regime de Khadafi. Foi também alvo de acusações por parte das autoridades francesas e do Tribunal Penal Internacional (TPI).

 

Muammar Khadafi governou a Líbia durante mais de 40 anos e foi morto no ano passado em confrontos com os rebeldes. Senussi era considerado o seu braço direito, mas tinha conseguido deixar a Líbia em Março, tendo acabado por ser detido à chegada à Mauritânia, onde se encontrava até agora. Tinha viajado com passaporte falso, o que levou as autoridades da Mauritânia a defender que fosse julgado por tentativa de entrar ilegalmente no país.

 

“Garantias dadas pelas autoridades líbias”, como disse à Reuters um responsável do Governo da Mauritânia, levaram a que fosse concretizada a extradição. Senussi foi entregue a uma delegação líbia liderada pelo ministro da Justiça.

 

Desde Junho que é alvo de um mandado de captura emitido pelo TPI por crimes contra a humanidade, grande parte dos quais relacionados com a repressão da revolta em Bengasi, a cidade que durante a rebelião contra o regime de Khadafi foi o principal bastião da oposição.

 

Foi acusado de, ainda em 1996, ter ordenado o massacre de mais de 100 detidos na prisão de Abu Salim, em Trípoli, bem como de ter informações sobre o rapto de líbios durante o regime de Khadafi e de ter financiado organizações terroristas em África, sublinhou a BBC. E investigadores norte-americanos e do Reino Unido acreditam também que terá estado ligado ao atentado de Lockerbie na Escócia, em 1988, em que um avião explodiu e morreram 270 pessoas.

 

Agora Senussi será submetido a exames médicos de rotina antes de ser interrogado, adiantou à AFP o porta-voz do procurador-geral líbio, Taha Baara.

 

 

 

 

 

dn.pt

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