OGE aprovado: nada de novo com o MpD a votar a favor, PAICV contra e UCID abstenção

15/07/2016 08:33 - Modificado em 15/07/2016 08:33
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AprovadoA Assembleia Nacional aprovou o primeiro Orçamento Geral do Estado desta legislatura, na sua generalidade, com votos a favor do MpD (38) e votos contra PAICV (26), e ainda duas abstenções por parte da UCID. Depois do debate as partes continuaram a não se entenderem em relação aos vários pontos apresentados no orçamento. Orçamento que não satisfez a oposição, tendo inclusive a Presidente do PAICV a caracterizar como um “orçamento do nada”.

Na justificação do sentido de voto Miguel Monteiro, deputado do MpD, afirmou que o seu grupo parlamentar validou o orçamento porque é “transparente e fala a verdade aos cabo-verdianos , traz soluções. e o início de caminho e realização de compromissos de campanha”.

O grupo parlamentar do MpD acrescenta que o orçamento mostra respeito pelas  pessoas de Chã das Caldeiras, diferente dos anos anteriores tem um plano de contingência para o tempo das chuvas, e para a luta  antivectorial. E conclui afirmando que a segurança começar a ser priorizada.

Já para o PAICV, segundo o deputado José Veiga, o orçamento aprovado “desconversa os compromissos de campanha, e ouvindo as justificações do Governo, depois de mais de cem dias de governação , não conseguiu trazer uma proposta para socializar com o sector privado e exclui da discussão os parceiros sociais. Veiga acrescenta que o orçamento aumentou as despesas, somente em despesas com a máquina pública que o Governo está montar”., e que está sacrificando o investimento publico para alimentar a máquina do estado.

 “O PAICV não poderia aprovar porque não responde desafios de nação e as aspirações  dos cabo-verdianos em sintonia  com o que prometeu, e engana deliberadamente os  cabo-verdianos e enganou o Parlamento, e não tem neste orçamento qualquer solução  para os compromissos assumidos”.

A UCID votou abstenção, e o deputado João Luís justificou o voto. “Para além de entendermos que é um orçamento atípico, gostaríamos  de poder votar a favor, mas só o poderíamos fazer se tratasse um orçamento mais equilibrado “E para João Luís o sentido de voto justifica-se pelo facto de apesar de ter diminuído o elenco governamental não refletiu na redução das despesas. João Luís vislumbra um aumento da divida publica, e que trata de forma muito “tímida” as politicas de criação de emprego. E trata-se, segundo a UCID, de um orçamento que faz perder o poder de compra o que “aumenta o nível de degradação económica e da vida dos cidadãos”.

Mas a UCID dá o benefício da dúvida para os restantes messes esperando que o próximo orçamento a ser discutido em Outubro possa trazer propostas para melhoria das condições de vidas as pessoas.

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