Clinton pede mais quatro anos para Obama

7/09/2012 01:59 - Modificado em 7/09/2012 01:59
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Se em 2008 ninguém podia bater Barack Obama em termos de popularidade, quatro anos depois, quando procura ser eleito de novo para a Casa Branca, parece óbvio que ele não é o mais famoso político americano – nem sequer o mais famoso democrata.

 

Ter Bill Clinton na convenção que deveria ser de Barack Obama era um risco, mas a campanha do Presidente terá achado que a vantagem seria maior: a sua presença em Charlotte, quarta-feira à noite, serviria para lembrar os eleitores de um período de prosperidade e paz – os anos 1990 – em que um democrata esteve à frente dos destinos do país. E quem melhor do que um Presidente que os americanos identificam com uma boa economia para criticar, com autoridade, o plano económico do republicano Mitt Romney?

Bill Clinton electrizou a convenção democrata com um discurso de quase uma hora em que explicou aos americanos porque é que Barack Obama merece um segundo mandato: porque impediu uma depressão económica e salvou a indústria automóvel, porque reformou o sistema de saúde, porque acredita na igualdade de oportunidades. Os argumentos não são originais, mas ninguém podia tê-lo feito como Bill Clinton: o ex-Presidente discursa como quem conta uma história.

 

“Vocês têm de votar em Barack Obama”, disse, notando que o actual Presidente herdou uma economia que foi deixada de rastos pelo mesmo partido que agora quer voltar à Casa Branca.

 

“O argumento republicano contra a reeleição do Presidente” é “muito simples: ‘Deixámos-lhe a casa numa grande desordem, ele ainda não acabou de limpá-la, portanto despeçam-no e ponham-nos de novo lá dentro.’”

 

Os republicanos têm culpado Obama pelo estado anémico da economia americana e fizeram disso o principal argumento eleitoral. Clinton reconheceu que “muitos americanos ainda estão zangados e frustrados com a economia” mas disse que se renovassem o contrato de Obama na Casa Branca iriam ver melhorias. “Vocês vão senti-lo. Quero que saibam que acredito nisso. Acredito nisso com todo o meu coração.”

 

E, para o caso de alguém estar a pensar “por que é que Clinton não pode ser Presidente outra vez?”, ele notou que “nenhum presidente”, nem mesmo ele, “poderia ter reparado todo o dano que Obama encontrou em apenas quatro anos”.

 

“A questão mais importante é: em que tipo de país é que querem viver?”, perguntou Clinton. “Se querem uma sociedade de ‘cada um por si’ e ‘que vença o mais forte’, devem apoiar o candidato republicano. Se querem um país em que a prosperidade e a responsabilidade são partilhadas – uma sociedade de ‘estamos nisto juntos’ – devem votar em Barack Obama.”

 

Em Bill Clinton, Barack Obama parece ter encontrado o seu melhor advogado de defesa. E, no final do discurso, Obama surgiu pela primeira vez na convenção democrata, para abraçar Clinton no palco. Coube ao ex-presidente propor a nomeação de Obama como candidato presidencial do partido – um gesto meramente simbólico mas cheio de peso por ter vindo de quem veio. Afinal, Obama foi o homem que bateu Hillary Clinton há quatro anos nas primárias democratas.

 

Obama discursa esta noite (madrugada em Portugal) em Charlotte, no final da convenção democrata.

 

 

 

 

 

publico.pt

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