Assaltantes de turista julgados em Tribunal

14/07/2016 08:25 - Modificado em 14/07/2016 08:25
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cela-prisaoOs dois assaltantes agrediram um turista e tentaram roubar-lhe uma mochila que trazia às costas, depois de terem estado juntos a consumir droga, bebidas alcoólicas e de se terem desentendido quando se dirigiam para a zona de Ribeira Bote onde pretendiam adquirir mais droga.

Dois indivíduos que assaltaram e agrediram um cidadão de nacionalidade francesa no Largo da Paz, em São Vicente, em Fevereiro último, foram esta terça-feira, ouvidos em audiência de julgamento pelo 2º Juízo Crime.

Tudo terá ocorrido em Fevereiro último no Largo da Paz, na sequência de um desentendimento entre os assaltantes e o turista francês. Segundo os autos, o ofendido esteve na companhia dos arguidos tendo consumido “póf” e bebidas alcoólicas. Não satisfeito, o turista pediu aos arguidos para irem comprar “droga mais forte”, daí terem resolvido deslocar-se à zona de Ribeira Bote a fim de satisfazerem o vício.

Contudo, ainda sob o efeito da droga, durante o caminho, mais concretamente no Largo da Paz, o turista e um dos arguidos começaram a discutir e o ofendido acabou por ser agredido pelos dois arguidos que lhe tentaram roubar a mochila que trazia às costas.

Após gritos, o ofendido foi socorrido por pessoas que se encontravam por perto. Um dos assaltantes terá sido agredido com um martelo na cabeça por um vizinho que presenciou ao acto. As testemunhas oculares obrigaram-no a aguardar pela chegada da Polícia. Enquanto isso, o segundo comparsa fugiu do local, mas minutos depois veio a ser detido pela Polícia Nacional.

Uma vez presentes em Tribunal, um dos arguidos com antecedentes criminais, foi conduzido à Cadeia de São Vicente onde aguarda pelo desfecho do julgamento. Na audiência do julgamento que aconteceu esta terça-feira, os arguidos apresentaram depoimentos contrários em relação aos factos, o que motivou alguma dúvida entre as duas declarações.

Enquanto um dos envolvidos confessou a prática do crime e pediu desculpas, o arguido que se encontra em prisão preventiva limitou-se a declarar versões distintas. Entretanto, as testemunhas arroladas no processo vieram trazer luz à verdade material, o que levou o Ministério Público a pedir a condenação de um dos arguidos que, na sua opinião, não contribuiu para a descoberta da verdade.

Terminada a audiência, o 2º Juiz Crime convidou os arguidos a estarem presentes no próximo dia 19, onde conhecerão o veredicto final.

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