O Orçamento para 2016: a lebre, o cágado e o rusga

14/07/2016 08:09 - Modificado em 14/07/2016 08:09

orçamentoA discussão do OGE 2016 parece a história da lebre e do cágado com o António Monteiro como rusga. O PAICV é a lebre. Tem pressa.Quer resultados, já. Não importa que o governo só esta em funções há dois meses. Quer metas alcançadas, já. Mesmo as que não alcançou em 15 anos. O MpD é o cágado da fábula e sabe como termina a história.

A legislatura dura cinco anos sabendo que normalmente o nosso eleitorado dá mais cinco de bónus. E a UCID não consegue sair do papel de rusga quando o PAICV e o MpD estão na história. Mas o conto vai a frente e o Parlamento de Cabo Verde iniciou a apreciação da proposta do Orçamento de Estado para 2016. Proposta vista como “ambiciosa” pelo Governo e pela bancada do MpD. A UCID e o PAICV não se colocam favoráveis ao documento apresentado pelo Governo. As críticas da oposição referem-se ao facto que o Governo não está a cumprir os compromissos assumidos durante a campanha eleitoral.

O Ministro das Finanças, Olavo Correia, fez a apresentação à plenária dos meandros do Orçamento Geral do Estado, apresentado em regime de urgência, facto que também foi criticado pela oposição. Olavo Correia destaca entre as várias áreas, o plano de urgência para Chã das Caldeira, um conjunto de programas para melhorar a segurança e medidas urgentes para promover a competitividade e o ambiente de negócio. Avança também na questão da transparência de governação, “justificando cada escudo gasto dos impostos dos contribuintes”.

Para o MpD, este Orçamento vai “tranquilizar acima de todos os cabo-verdianos, os empresários”.

Para Janira Hopffer Almada, Presidente e líder da bancada do PAICV, este Orçamento foge dos compromissos assumidos pelo Governo. “No que tange ao crescimento económico, prometeu um aumento à volta dos nove por cento/ano e oferece 3 e 4 por cento, partindo dum semestre que cresceu quase seis porcento”. Para o líder do PAICV, a criação de emprego foi bandeira de campanha do MpD mas já desapareceu. “Prometeu gerar nove mil pontos e esqueceu-se destas metas não tendo qualquer justificação”.

António Monteiro, Presente da UCID, não está tranquilo com o orçamento apresentado. Espera que o debate possa ser tranquilizador. “Faço um apelo para que o Governo nos possa tranquilizar e, acima, de todos os cabo-verdianos, os empresários” que estão à espera de medidas que possam melhorar as condições de negócio e de vida das famílias.

O Primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, por sua vez, justifica afirmando que querem “um País a crescer não por efeitos sazonais que perde nos semestres seguintes”, mas medidas que possam ser de longa duração.

  1. Agora o Paicv tem pressa porque não está a governar, e quer que o novo governo resolve mais depressa os compromissos em 1mês e meio, enquanto passaram 15 anos sem resolver problemas de desemprego, aumento nas familias e aumento de impostos, problemas das populações de Flamengos, chã das caldeiras etc. A ucid é mesmo rusga sempre foi, está sempre a espreita para tentar ganhar alguns votos para a sua posição na liderança da Câmara de S.Vicente, mas não vai surtir efeito.

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