Acusado de tentar matar um homem a pedrada nega factos e atribui culpa ao amigo da vítima

13/07/2016 08:01 - Modificado em 13/07/2016 10:32
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pedras na maoO Tribunal de São Vicente procedeu, na manhã desta terça-feira, ao julgamento de um jovem acusado da prática de crime de homicídio na forma tentada. O arguido terá desferido uma pedra de calçada” contra a cabeça do ofendido que terá permanecido hospitalizado no Hospital Baptista de Sousa por mais de um mês. O acusado nega ter sido o agressor atribuindo a autoria da agressão ao amigo da vítima que a acompanhava. Juntamente com o arguido, estão a ser julgados mais três co-arguidos acusados de crime de uso de armas.

Os factos remontam a Outubro do ano passado na sequência de uma actividade realizada na zona da Ribeirinha. O arguido terá desferido uma pedrada na cabeça do ofendido, provocando-lhe lesões graves tendo este permanecido hospitalizado por mais de um mês.

O arguido que se encontra em prisão preventiva desde Dezembro do ano passado, é acusado da prática de crime de furto e voltou a esquentar o banco dos réus respondendo pelo crime de homicídio na forma tentada. De acordo com os autos, o arguido tentou entrar numa festa recusando o pagamento do bilhete de entrada pelo que foi impedido pelo porteiro. Por isso, resolveu juntar-se com os co-arguidos acusados de crime de abuso de armas, para agredir o porteiro com uma arma branca.

O jovem porteiro só não foi agredido porque terá sido alertado pelo ofendido Jonatas. Não satisfeito, o arguido dirigiu-se ao ofendido proferindo palavras de intimidação e agrediu-lhe com ”uma pedra de calçada” que trazia no bolso do casaco, tendo a vítima ficado no chão inanimada.

Perante o Tribunal, a vítima diz ter sido socorrida por um amigo que também foi vítima dos arguidos pelo facto de o ter socorrido. Confrontados com os factos, os arguidos negaram a prática do crime limitando-se a afirmar que no dia do acontecimento não estiveram no local.

Quanto ao arguido acusado de crime de homicídio, este negou a autoria da agressão alegando ter sido o próprio amigo da vítima a atirar a pedra que atingiu o ofendido na cabeça na tentativa de o agredir.

O ofendido afirmou, sem margem de dúvidas, ter sido atingido com uma pedra de calçada pelo arguido e frisa que sofreu uma lesão grave na cabeça tendo sido hospitalizado durante mais de um mês e que ainda sofre das consequências do ferimento e que tudo terá acontecido porque alertou o porteiro de que iria ser atingido com uma faca.

De acordo com o Ministério Público, as testemunhas foram claras e objectivas o que terá contribuído para a produção de provas. O Tribunal entende não haver dúvidas sobre a matéria produzida, portanto, os arguidos cometeram os crimes de que vinham acusados, pelo que pediu a condenação dos mesmos.

A leitura da sentença está marcada para o dia 19.

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