Sociedade em choque com o abandono do bebé no lixo

8/07/2016 09:44 - Modificado em 8/07/2016 09:44

bebeO corpo do recém-nascido encontrado dentro de um contentor do lixo em São Vicente, está a chocar a sociedade.  Sendo considerado um acto desumano por alguns, apela-se que justiça seja feita. A Polícia Judiciária está a fazer investigações, mas ainda se aguarda a realização da autópsia.

A morte e o abandono do corpo do bebé fizeram com que as pessoas ficassem incrédulas perante um caso que indica que a criança nasceu viva e que terá sido sufocada até morrer e, depois, atirada no lixo. Isto através da análise exterior do corpo. Ana Paula diz que “não dá para acreditar em tal acto. Não devemos julgar mas, como mãe, sinto-me triste ao saber que uma mulher conseguiu fazer isso”. A opinião é unânime sobre este caso, isto é, que o acto é desumano.

Desde sexta-feira que a PJ tenta identificar quem deu à luz e atirou o corpo do bebé para o lixo. O recém-nascido já não tinha os braços que terão sido comidos pelos cães. A celeridade para a resolução deste caso é solicitada pela sociedade e há quem esteja confiante, como Eduardo, que comenta que “não vai ser impossível encontrar a autora deste imundo assassínio. Ela carregou durante nove meses a vítima no ventre e foi criando-a com os familiares e os vizinhos a acompanharem-na. Por outro lado, os exames do ADN ajudarão a confirmar, quando uma pessoa honesta e corajosa disser o nome de alguém que esperava bebé e que não veio. Aí sim, a justiça deve actuar como manda a lei sem circunstâncias atenuantes”.

A PJ pode fazer o seu trabalho na investigação, mas as pessoas que sabem de alguém que estava grávida e não apareceu com o bebé devem falar, diz Isidora. Esta defende que a população deve ajudar e denunciar para se encontrar a mulher que fez tal acto. Maria Silva acredita ainda que “esta mãe tem problemas psicológicos e antes de ser punida precisa de ajuda médica porque não vejo ninguém num estado são a tirar a vida a um filho e atirá-lo para o lixo”.

  1. Eduardo Oliveira

    Apesar de tudo resta em nossos corações restos profundos da morabeza.
    Em qualquer crime, ou mesmo um simples acto comum, os afins (pais, parentes, amigos) e os vizinhos, são (devem ser) os auxiliares para que a Justiça encontre a verdade. E a não denùncia voluntària pode ser considerada cumplicidade e, como tal, punida por lei.
    Depois resta o peso na consciência de não ter contribuido para que casos similares não sucedam nunca mais.
    A criança não foi concebida pela obra do Espirio Santo mas por uma infanticida em potência e por malandro que devem ser chamados à responsabilidade.
    Uma comentadora fala de “problemas psicolôgicos” o que equivale, de antemão, a atenuação de responsabilidades ainda não justificadas. Mas isso serà da alçada de gente capacitada e não de pessoas dispostas ao perdão automàtico o que é fàcil de avançar.

  2. leitor

    Ao noticias do Norte. Não acham que deveriam prescindir desta foto na noticia ?

  3. João de Deus Soares

    Queria dizer ao “leitor” que, muitas vezes, uma fotografia vale mais do que o texto mais elaborado com elementos sufientemente aprofundados sobre qualquer tema.
    Estou certo que a imagem — triste, mas realdade — ajude a mexer mais ainda com a consciência de muitos nomeadamente da dos que têm alguma responsabilidade neste desfecho horrivel. Talvez a imagem de a criança que impediram de viver desencadeie a solidariedade para a reconstituição do crime e então, se for caso, ajudar a mãe e punir quem se ocupou do “trabalho” imundo.

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