À busca do visto para a Rússia sem esquecer porque é que o do Brasil foi negado

7/07/2016 03:02 - Modificado em 7/07/2016 03:02
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Cabo Verde_Tubarões Azuis“Os Tubarões Azuis” iniciam mais uma jornada na tentativa de conseguirem uma passagem inédita para um Mundial. Em 2014 o visto para o Brasil foi cancelado depois dos cabo-verdianos verem a selecção passar na eliminatória frente à Tunísia e, no momento de euforia, foi travada com um carimbo da FIFA: “desqualificado”. Algumas entrevistas feitas pelo NN durante o ocorrido, demonstraram que as pessoas ficaram incrédulas perante o desfecho do apuramento do último mundial. 

Um espinho que ficou atravessado na garganta dos apoiantes da Selecção Nacional e que motivou muitas críticas perante a forma como todo o processo decorreu, sem se ter conseguido uma explicação plausível sobre o ocorrido. Ficou-se apenas com a certeza da desqualificação e da morte de um sonho.

Dedos foram apontados em todas as direcções a fim de se encontrar o culpado. A Federação Cabo-verdiana de Futebol, a equipa técnica, inclusive a FIFA foram tidas como culpados perante a situação, para além de subornos à FCF. Foram todas teorias avançadas pelos leitores como forma de identificar o erro.

O culpado ainda não foi encontrado. Cerca de dois anos após a desqualificação dos “Tubarões Azuis”, a Selecção Nacional entra numa nova jornada de qualificação para o Mundial, desta vez a ser realizado na Rússia em 2018.

Desde então, a FCF mudou de Presidente, um novo Governo entrou em funções e ainda nada. Apenas lembranças do que poderia ter sido a melhor fase da Selecção Nacional. Fazendo as contas, poderiam ter sido duas qualificações consecutivas para o CAN e um apuramento inédito para um Mundial.

E (ao que parece) a culpa vai morrer solteira. As diligências e pedidos para a cabeça dos culpados não foram satisfeitos.

O então Primeiro-ministro José Maria Neves, num post na rede social Facebook intitulado “meu olhar”, expressou os sentimentos que poderiam valer para todos. “O que aconteceu na Tunísia e que levou ao afastamento de Cabo Verde da eliminatória do Mundial é imperdoável. Penso que as responsabilidades devem ser claramente assacadas e assumidas. Trata-se de um erro grave, com consequências gravíssimas. A culpa, neste caso, não pode morrer solteira”.

Apesar da confiança no apuramento para a Rússia, o Mundial do Brasil não é a mancha negra na história do futebol cabo-verdiano.

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