SINDEP: “proposta do governo gera profundo descontentamento”

4/07/2016 08:22 - Modificado em 4/07/2016 08:22

professoresA classe docente em Cabo Verde continua em maus lençóis. Desta forma, o Sindicato Nacional dos Professores (SINDEP) reúne-se no Mindelo para discutir as novas propostas do actual Governo, porém ainda sem “fumo branco” à vista para acudir as reivindicações dos professores que já se arrastam desde 2012, nomeadamente a lista de reclassificação e os pagamentos em atraso. Isto, após a arrumação da pasta da educação da nova Ministra da Educação Mariza Rosabol Pena, que declarou que os professores foram enganados pela sua antecessora.

Na mesa estão várias reclamações dos professores que já culminaram nalgumas manifestações da classe, porém, a luta continua, uma vez que o novo Governo sugere aos docentes um plano de pagamento em parcelas durante três anos, com conclusão em 2018, avança à RCV. O panorama laboral dos docentes ainda está a ser debatido entre o SINDEP e o Governo visto que só após ouvir a parte interessada é que o sindicato poderá dar uma resposta ao executivo, justifica Nelson Cardoso, porta-voz do SINDEP. Este adianta que “é um descontentamento profundo, porque mexe com a motivação e as expectativas dos professores, porque para alguns, até que poderá ser que a lista do antigo governo era eleitoralista, mas nós que trabalhamos desde 2012, sabemos que aquele foi o culminar de um processo de negociações, porque houve lutas desde essa data”.

Os professores viram a luz ao fundo do túnel com a lista de transição do antigo governo do PAICV que foi publicada a 13 de Abril no Boletim Oficial e o SINDEP acredita que alguns professores viram a própria carreira normalizada, como reclassificada mas, com a nova proposta do Governo, isso só poderá acontecer em 2018, visto que o despacho foi feito só com a aprovação da antiga Ministra da Educação quando o próprio estatuto diz claramente que para que a lista de transição ou qualquer dos outros actos serem publicados têm de ter o despacho conjunto da Ministra da Educação e da Ministra das Finanças e Administração Pública e isso não ocorreu”. Perante este cenário, a Ministra Mariza Rosabol conclui que “o País e os docentes foram enganados”. Sendo assim, Nelson Cardoso frisa que a luta da classe docente continua e que após a reunião não chegaram a uma conclusão sobre a posição dos professores perante as novas propostas do actual Governo e conclui que essas negociações podem ser desgastantes, mas não desmotivantes.

  1. Silvério Marques

    Os professores querem dar cabo das finanças nacionais. Reivindicam muitos milhares de contos, sem querer saber das possibilidades das finanças locais. Mas pior do que isso, julgam que eles são decisivos para as vitórias eleitorais e os Partidos acreditam nesta falácia. O péssimo é que falam de motivação. Na Praia – Santiago a maior parte dos professores dão aulas num período e no outro dão explicações aos seus alunos, recebendo por isso. Investiguem se isso também acontece no vosso local de residência.

  2. popota

    A Ministra NÂO tem negado melhoria a classe ,ela vai ajudar sim!! Ao q parece o Sindicato o foi pego de sorpresa o foi cumplice da anterior ministra e agora esta a fazer papel de galo !!

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