Presidente do Tribunal Militar promete serenidade e imparcialidade nos julgamentos

1/07/2016 08:20 - Modificado em 1/07/2016 08:20
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justiça3O Presidente da República Jorge Carlos Fonseca empossou, na manhã desta quinta-feira na cidade da Praia, o novo colectivo de juízes do Tribunal Militar. António Rocha, Presidente do órgão de justiça castrense, prometeu agir com serenidade e imparcialidade nos julgamentos.

Depois de um logo período à espera da constituição do Tribunal Militar, António Rocha, Presidente do recém-criado Tribunal Militar, foi empossado pelo Chefe de Estado-Maior de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca. O colectivo de juízes ficou constituído pela Major Jaqueline Pereira, Major graduado Job Gomes, 1º tenente Arsénio Andrade, Tenentes Saturnino Rodrigues, Júlio Monteiro e pelos magistrados judiciais, Ana dos Reis e Bernardino Delgado.

O Presidente do Tribunal Militar, órgão de justiça castrense, promete serenidade e imparcialidade nos julgamentos. Para o recém-empossado, traçar vias seguras e garantir a carreira das armas e da justiça definidas e exigidas no Estado Democrático, “impõe a necessidade de esmiuçar de forma clara e objectiva o estado actual da justiça militar, analisar de forma desapaixonada o caminho já percorrido, as funções adoptadas bem como os constrangimentos enfrentados”.

Apesar do empenho e espírito de dedicação dos seus membros, o mesmo reconhece as dificuldades de funcionamento em matéria de custos materiais e financeiros o que tem originado alguma desorientação consensual.

O massacre de Monte Tchota será o primeiro processo-crime a ser resolvido pelo recém-criado Tribunal Militar após mais de dois meses da chacina no destacamento que culminou na morte de oito militares e de três civis. Crime perpetuado pelo militar conhecido por “Entany” que depois de ter fugido do local e de ter sido detido após várias horas do crime, justificou a prática dos crimes alegando maus tratos físicos e psicológicos por parte das vítimas e da própria instituição das Forças Armadas

O Tribunal Militar terá bastante trabalho pela frente no sentido de repor a justiça e tranquilizar a sociedade que, até ao momento, não sabe realmente o que está por detrás do acontecimento. A sociedade aguarda ansiosamente pelo desfecho do caso que abalou o País e consternou várias famílias.

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