Pardieiros abandonados, um problema sem solução

30/06/2016 09:09 - Modificado em 30/06/2016 09:09
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mindeloResidências em construção e habitações antigas e abandonadas preocupam moradores. Os pardieiros servem de depósito de lixo, esconderijo para os assaltes e até mesmo de bordéis. Apesar dos diferentes alertas por parte deste online, o problema persiste com tendência a piorar com a época do Verão e a chegada das chuvas. Os moradores entrevistados pelo NN dizem viverem dias muito difíceis.

O problema dos pardieiros abandonados é uma situação gritante na ilha de São Vicente. Um problema que se vem arrastando há vários anos e que parece não ter solução. As reivindicações são de moradores de diferentes zonas da ilha.

Na zona de Ribeira de Craquinha, os entrevistados dizem-se preocupados com a quantidade de residências em construção e outras muito antigas servindo de retrete pública, de esconderijo de assaltantes e consumidores de droga.

Celestina, uma moradora, disse ao NN que apesar de residir há vários anos na Ribeira de Craquinha, a sua residência nunca tinha sido assaltada. A entrevistada diz actualmente viver insegura e atormentada com frequentes assaltos devido à construção de uma habitação mesmo junto à sua casa.

Junto do local constatámos que a habitação, ainda em fase de construção, para além de servir de esconderijo para os assaltantes revela-se um perigo para a saúde pública devido à quantidade de lixo ali depositado.

Outros moradores reportam a mesma preocupação constatada numa outra residência muito antiga. Os entrevistados dizem já terem feito abaixo-assinados para se demolirem as habitações, uma vez que alegam não terem sossego e tranquilidade porque o pardieiro é frequentemente utilizado por consumidores de droga e facilitam ainda a entrada de assaltantes nas outras residências. Um dos entrevistados afirma que os pardieiros têm servido também de bordéis.

Segundo os entrevistados, foram várias as tentativas no sentido de dialogar com os proprietários e que resultaram infrutíferas. Celestina, Pedro, Saly e Marvin são porta-vozes dos moradores que dizem terem vivido dias difíceis por causa da situação, por isso, apelam pela atenção das autoridades e a urgência na resolução do problema que, com a chegada das chuvas, tende a piorar.

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