Olavo Correia: “A dívida pública coloca em causa o financiamento do país“

30/06/2016 08:50 - Modificado em 30/06/2016 08:50

OLAVO-CORREIAO ministro na condição de líder da oposição alertou diversas vezes para essa situação. Até parece que sabia que essa batata quente lhe iria assar nas sua mãos. Pior: torrar os bolsos dos contribuintes.

O Ministro das Finanças deu mais um puxão de orelhas  ao ex-primeiro –ministro, a juntar a outros tantos que deu quando estava na oposição, no que diz respeito a dívida pública de Cabo Verde. Correia sempre defendeu que a dívida ao atingir os 130% do PIB  era elevada e colocava  em risco a capacidade de financiamento do país  e que  a sua sustentabilidade era um risco elevado. Mas, como é do domínio público José Maria Neves respondeu sempre com os números do seu país da maravilhas mostrado o contrário que Olavo Correia sempre defendeu e que ontem durante a apresentação das linhas do Orçamento Geral do Estado para 2016 voltou a defender “Estamos a falar de um valor muito acima dos 130 por cento do PIB e é por isso que esse enquadramento coloca o país em termos de “rating” como um país de alto risco em matéria de endividamento”. E mostrou onde está essa dívida, que JMN considerava “dentro dos parâmetros normais“, “Falamos da dívida de empresas como a Electra, TACV, IFH, devolução de impostos, contratos de empreitadas, responsabilidade de diversas das empresas públicas com aval do Estado”.

Mas há mais conjunto de passivos contingentes com aval de Estado e que, no caso de as empresas ou instituições públicas não assumirem, por falta de liquidez, o Estado terá que pagar ainda este ano. Olavo Correia trazia as contas feitas e mostrou ““Só para 2016, temos o valor de 3,8 mil milhões de escudos cabo-verdianos, para 2017, 1,6 mil milhões escudos cabo-verdianos. Significa que, para além dos 15 mil milhões, se essas empresas não tiverem capacidade para fazerem face às suas responsabilidades, o Estado será obrigado a pagar 3,8 mil milhões de escudos cabo-verdianos já em 2016”. E devido a está  situação o ministro não tem duvidas “herdamos um país difícil e muito pior do que esperávamos”.

Mas garantiu que o cenário encontrado não é razão, nem argumento, para justificar um relaxamento no respeito dos compromissos. Tanto que o ministro na condição de líder da oposição  alertou diversas vezes para essa situação. Até parece que sabia que essa batata quente lhe iria assar nas sua mãos. Pior: torrar os bolsos dos contribuintes.

  1. Francisco andrade

    A classe docente ira pagar pelo estado que o país se encontra

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