Amianto nos edifícios preocupa a Quercus

29/06/2016 08:32 - Modificado em 29/06/2016 08:32
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QuercusA associação ambientalista Quercus defendeu hoje a realização de um inventário dos edifícios públicos com amianto em Cabo Verde e a aprovação de legislação que proíba o uso deste material, considerado perigoso para a saúde, em novos edifícios.

“O primeiro passo será legislar sobre o amianto para acautelar a sua utilização no futuro […] e, depois, fazer um inventário dos edifícios que contêm amianto para ir fazendo a reabilitação desses edifícios”, defendeu João Branco.

“Quanto mais depressa essa legislação sair, mais depressa vai ser proibido o amianto em novos edifícios”, acrescentou.

O presidente da Quercus Portugal falava à agência Lusa à margem da primeira acção de sensibilização para a questão do amianto que a organização portuguesa promove hoje juntamente com a sua congénere de Cabo Verde, na cidade da Praia.

João Branco adiantou que a existência do amianto em Cabo Verde é visível em vários edifícios, mas reconhece que, nesta fase, é impossível avaliar a dimensão do problema.

“Tem que ser feito em Cabo Verde um inventário do problema do amianto. Enquanto não for feito o inventário, não se sabe. Sabe-se que há amianto em edifícios porque vê-se, mas isso tem de ser alvo de um inventário sistemático dos edifícios públicos”, disse.

“Em hospitais, escolas, edifícios de serviços administrativos onde as pessoas estão fechadas muitas horas nos escritórios, se estiverem expostas ao amianto há um risco acrescido para a sua saúde”, alertou.

Paulo Ferreira, presidente da Quercus Cabo Verde, adiantou que Cabo Verde está a despertar agora para a questão do amianto e admitiu que são necessários estudos técnicos mais aprofundados para avaliar a dimensão do problema no País.

Reconheceu, no entanto, que são visíveis um pouco por todo o lado construções com recurso a este material, associado ao surgimento de doenças respiratórias e de alguns tipos de cancro e cujo uso na construção foi proibido na Europa.

“A existência de amianto é visível e as próprias empresas construtoras, o Ministério das Infra-estruturas e as Câmaras Municipais já têm a noção de que a questão é preocupante assim como o próprio Ministério da Saúde”, disse.

Fonte Lusa

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