Engenheiro acusado de crime de burla qualificada

23/06/2016 08:08 - Modificado em 23/06/2016 08:08
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marteloUm professor de matemática diz ter sido burlado por um engenheiro em São Vicente que lhe “vendeu gato por lebre”, pois vendeu-lhe objectos sem qualidade e usados alegando tratar-se de produtos originais provenientes da Holanda e dos Estados Unidos. Por não haver acordo, o caso foi entregue às instâncias judiciais que, após dois anos, deu início ao julgamento do processo que acusa o arguido de burla qualificada.

O professor terá adquirido um carregador, uma bateria e uma braçadeira de computador supostamente novos. Segundo a vítima, o engenheiro garantiu-lhe que os produtos eram de qualidade e provinham da Holanda e dos Estados Unidos.

No entanto, após vários acordos de negócio, a vítima terá desconfiado da situação, uma vez que os objectos tinham sinais de desgasto, eram entregues embrulhados em papel de jornal e o vendedor recusava-lhe as facturas. O desentendimento veio a surgir numa altura em que a vítima sentiu-se enganada pelo vendedor e resolveu devolver um carregador e exigir a quantia entregue uma vez que o equipamento não se adaptava ao computador e o engenheiro recusou a devolução alegando que teria utilizado o dinheiro.

Entretanto, o professor pediu-lhe para lhe arranjar uma braçadeira de computador mas, posteriormente, viria a desistir do pedido. Porém, o engenheiro insistiu que o produto já tinha sido encomendado e que poderia ser adquirido pelo preço que lhe devia.

Depois de ter aceite a proposta, o professor terá desconfiado da qualidade do produto motivo pelo qual entendeu certificar-se se se tratava de um produto novo. Foi assim que descobriu que tinha adquirido “gato por lebre”, ou seja, o vendedor tinha adquirido a braçadeira por 2000 escudos através de uma pessoa que diz tê-la retirado de um computador velho e já fora de uso. Contudo, o vendedor acusado de crime de burla terá negociado a braçadeira por uma quantia duas vezes maior.

Após a descoberta das manobras daquele que tinha como “amigo”, a vítima diz que tentou um acordo, mas tal não foi possível devido à desonestidade do burlão. O professor explicou perante o Tribunal que a situação é recorrente, pois muitas pessoas têm sido vítimas do engenheiro burlão. Assim sendo, o lesado diz que “senti-me humilhado devido à conduta desleal por parte do arguido e vou levar o processo às últimas consequências, não pela quantia, mas por respeito pelas pessoas”.

Quanto ao engenheiro que foi constituído arguido, acusado da prática de crime de burla qualificada, o mesmo refuta as acusações alegando ter negociado produtos de qualidade adquiridos na Holanda e nos Estados Unidos.

Uma vez que o caso chegou às instâncias judiciais, cabe agora ao Tribunal recolher provas para se chegar à verdade e fazer justiça.

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