Entre o que foi dito e o que se queria dizer sobre São Vicente

20/06/2016 07:34 - Modificado em 20/06/2016 07:34

eunice silva“Cabo Verde não é só São Vicente; temos de partir, partilhar os recursos para que todos tenham um pedaço justo”, foram estas as palavras proferidas pela Ministra do Ordenamento do Território e Habitação, Eunice Silva, e que geraram vários comentários de não satisfação, principalmente por parte das pessoas da ilha do Monte Cara.

Entre o que foi dito e o que se pretendia dizer há um longo caminho. Neste caso, o Governo já veio “tentar” esclarecer as palavras da Ministra. Em comunicado, o mesmo afirma que a referência à ‘expansão acelerada e esforçada tem de ser contida e vamos trabalhar para que tudo o que se faça seja feito dentro de um plano concebido”; a expansão mencionada pela Ministra foi “a expansão urbana”.

“É preciso conter a expansão e consolidar os espaços vazios, com vista a reduzir os custos de expansão da rede técnica – água, electricidade, saneamento. A cidade dever ser aconchegada e não continuar a estender-se demasiado no espaço”, refere o comunicado.

O Governo então esclarece o “ruído na comunicação” que levou à reacção das pessoas por causa das palavras da Ministra.

Expansão

“Nós vamos ver, dentro das possibilidades que o Estado tem, os recursos, se estamos em condições de corresponder àquilo que a Câmara nos pede, porque Cabo Verde não é só São Vicente, temos de partir, partilhar os recursos para que todos tenham um pedaço justo”. Esta é a afirmação da Ministra.

O entendimento das pessoas é que a ilha de São Vicente não tem recebido os investimentos que se esperavam. Aliás, os investimentos em São Vicente têm sido augurados pelo Presidente da Câmara Municipal local e, noutras ocasiões, por cidadãos mindelenses.

“Acho que nos últimos tempos pouco tem sido feito em São Vicente. Algumas coisas ainda faltam para melhorar a ilha”. Este é o pensamento de Júlio Dias sobre o momento que a ilha está a atravessar. Também Filomena Pedro explica que, do seu ponto de vista, estão a faltar muitas coisas à ilha para que o desemprego possa diminuir e a situação das famílias de São Vicente melhorar.

A insatisfação prende-se então com as afirmações da Ministra que, como Anderson Monteiro diz, “deu a impressão que São Vicente está numa posição privilegiada, quando não está”. A situação económica da ilha, o desemprego, a falta de opções para os jovens, são problemas levantados por este cidadão que diz que os recursos “devem ser bem distribuídos, mas São Vicente está com muita falta”. E as declarações como foram ditas e entendidas, criaram um clima de insatisfação “por não coincidirem com a realidade da ilha”.

  1. Gisela

    O que a Sra. Ministra disse foi gaguejado, já que ela se expressa muito mal, mas foi bem intendido. Pareceu mesmo “recado guardado” porque é esse mesmo o pensamento de muitos “badios”, “esses Sanvincentinos reclamam demais, acham que CV é só São Vicente”. Não Sra. Ministra, São Vicente também faz parte de Cabo Verde.

  2. Serafina

    Entendi perfeitamente o q a Sra. Ministra queria dizer… Eu sou de S. vicente e entendi que ela fala da construção desenfreada em S. Vicente que precisa ser contida… Há que respeitar o plano urbanístico da ilha… Não sei para quê tantas especulações….A oposição aproveita para mandar vir chegando ao ponto de exigir a saída da Ministra…. Sinceramente!!!! Haja mais respeito! Sinceramente

  3. 1 de cada vez

    Pelo amor de cristo, no para que “pasta” expansão urbana ???? Simplesmente admitir o erro é a melhor solução, pois esconder a merda debaixo do tapete também não aceite.

    Mas mesmo assim espero que o MPD tenha um sucesso nos próximos 5 anos pois talvez um governo novo tenha mais honra e lembre do povo que votou neles.

  4. A Montanha pariu um

    Que certos politicos retirem frases do seu contexto e explorem-nas na tentativa de obterem dividendos politicos nessa altura da pré-campanha para as autarquicas entendemos …. agora assistir a desonestidade intelectual de pessoas com responsabilidade que não deveriam compactuar com esse tipo de desinformação e de quem se espera uma atitude correcta e verdadeira é triste e preocupante. Que valores passam a nossa juventude …. Os políticos não devem esquecer que o povo não é estupido e sabe analisar….alguns até passaram a ser bruxos ou videntes que conseguem até ler a mente e desejos de todos os ministros desse governo …Outros que deviam defender os interesses dos empresarios que em nenhum momento, na dita frase descontextualizada, foi colocada em questão, parece que já não representam a classe e são politicos para fazer oposição a esse governo – por isso a Câmara de Comercio perdeu o seu protagonismo para a de sotavento que sabe qual é o seu papel e competências …Poupem-nos desse teatro e guardam as munições para situações que exijam de facto reação séria e verdadeira.

  5. olav

    boca fala, boca paga… bo ka tem odjo?

  6. jorge

    Sinceramente, não sei onde é que essa gente que se diz “politicos” com responsabilidades locais e nacionais estudou, para não poder interpretar o que disse a ministra, e estarem a inventar “factos” e a ver “fantasmas” onde nãs as ha. Disse e bem, S, Vicente está num crescimento acelerado e que deve ser contido, pois como ministra tambem do ordenamento do território, penso que deve se preocupar, sim com a expansão urbana “leia-se crescimento urbano” sem consolidação, ou seja acompanhamento com infraestruturas basicas, que proporcionem maior qualidade de vida. O resto é musica para “cola Boi”, que o PAIGC/CV ja nos habituou, essa gente precisa ir a escola, estudar”leitura e interpretaçao”, e alguma gramatica tambem, de preferencia a gramatica de “Jose Maria Relvas”…

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