UCID encoraja a privatização da ENAPOR e da CABNAVE

16/06/2016 08:00 - Modificado em 16/06/2016 08:00
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ucidA União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID) fez, esta quarta-feira, no Mindelo, a apresentação dos resultados da visita de trabalho dos deputados da UCID à ilha, inteirando-se do funcionamento das instituições e da situação socioeconómica de São Vicente e também como forma de preparação para o debate do Orçamento de Estado de 2016.

Os deputados do UCID visitaram os sectores da economia marítima, zonas periféricas do Mindelo e algumas artérias da cidade e puderam constatar, segundo João Santos Luís, Vice-presidente da UCID, diversos constrangimentos.

Em conferência de imprensa, João Santos Luís sugere ao actual Governo diferentes opções entre as quais encoraja-o a prosseguir com a privatização da ENAPOR e da CABNAVE, desde que essa privatização seja um reforço do investimento privado de forma a criar mais postos de trabalho para a ilha e melhorar as condições de trabalho. De realçar que o processo de privatização foi iniciado pelo anterior Governo do PAICV.

Dentro do sector da economia marítima o Vice-presidente da UCID chama ainda a atenção para a construção do terminal de cruzeiros do Porto Grande que custa cerca de 30 milhões de euros e, conforme garante a UCID, “há dois anos a ENAPOR conseguiu um financiamento a fundo perdido em 35% do governo holandês, mas o programa do governo holandês termina em finais de Julho e se o Estado de Cabo Verde não der o aval dos 19 milhões, poderemos perder os 10 milhões oferecidos pelo governo holandês”. Espera que o Governo liberte os 19 milhões para que a ENAPOR consiga garantir o investimento do governo holandês.

Ainda sobre a economia marítima, a UCID sugere a transformação do Instituto Nacional de Desenvolvimento das Pescas num Centro de Investigação Marinha e a sua integração com a Escola do Mar da Uni.CV, bem como a subsidiação da Escola do Mar por parte do Estado, tanto a nível de formação, como a recuperação da residência estudantil.

No que diz respeito ao Cluster do Mar, a Acopesca, a AMP, bem como a escola do Mar, são “instituições que precisam de alguma injecção financeira através do Orçamento de Estado para poderem exercer cabalmente as funções para que foram criadas, sendo que o OE deve dar uma atenção especial para o orçamento da UniCV de forma a mudar a participação actual do Estado (34%) contra (66%) arrecadados com as propinas, invertendo-a”, assegura.

Desafia a CMSV e o Governo a empenharem-se na resolução de problemas enfrentados pelas populações das zonas periféricas, tais como a falta de acesso, jardins-de-infância, iluminação, falta de rendimentos, centros comunitários, Posto Sanitário, etc., que afligem nomeadamente as zonas de Calhau, Ribeira de Julião, Salamansa, São Pedro, entre outros.

Queixa-se ainda da corda que atravessa a estrada entre a Praça Nova e o Éden Park, da eliminação da via pedonal que liga a Avenida Marginal à Praça Nova e o que considera mais grave, a reclamação de alguns munícipes sobre a venda de terrenos.

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