MpD justifica escolhas: sondagens foram postas em segundo plano

9/06/2016 07:20 - Modificado em 9/06/2016 07:20

mpd12Desde a entrada em funções de Ulisses Correia e Silva como Presidente do MpD, o objectivo foi que a escolha dos candidatos fosse a mais consensual possível. A aprovação do estatuto foi um dos passos para que as escolhas fossem sem sobressaltos. Se nas legislativas o processo decorreu tranquilamente, o mesmo não se pode dizer das autárquicas. O caso mais falado foi o do Município da Praia onde Óscar Santos foi o escolhido, e agora confirmado pela Direcção Nacional do MpD, depois de ter ficado em segundo lugar nas sondagens do partido.

A justificativa do partido é que houve outros factores que estiveram na base da escolha e não somente as sondagens realizadas pelo MpD. Neste sentido, podemos analisar o que diz o regulamento de escolhas de candidatos do MpD.

Segundo o regulamento do MpD, “O candidato a Presidente de Câmara Municipal (CM) é escolhido mediante a realização de sondagens junto dos eleitores nos termos previstos”. E esta sondagem destina-se a preparar as decisões da Comissão Política Nacional do partido aquando da escolha do candidato, apurando a notoriedade, a intenção de voto e o nível de rejeição do candidato. Sondagem que deve ser realizada por uma empresa especializada.

O foco do disposto no documento é as sondagens com o artigo 6º a dar as directrizes como realizar as sondagens, quem deve participar e o número máximo de concorrentes.

No processo de escolha de candidatos, as sondagens têm um lugar de destaque no regulamento do MpD. Entre os requisitos dos candidatos que se podem submeter à sondagem estão a questão da idoneidade, da moral, respeitar os princípios e valores do partido, disponibilidade, respeitar compromissos e uma participação activa. Requisitos que devem ser preenchidos e que podem ser observados numa perspectiva lógica, já que são escolhidos para representar o partido.

Durante a apresentação dos candidatos do MpD foi dito que entre outros requisitos estavam “a constituição política, ouvir os coordenadores políticos, ver a situação política do Concelho, as condições de gestão e governo das Câmaras Municipais”, e estes foram os argumentos essenciais para a escolha dos candidatos.

A questão das sondagens fica em segundo plano e outros factores entraram em cena. A importância dessas sondagens se foram tidas ou não em conta pelo MpD, o certo é que a insatisfação no Município da Praia pode, ou não, alimentar uma candidatura independente. O que, no caso de se verificar, cairia mal ao MpD, vendo assim os seus militantes divididos, o que favoreceria os adversários políticos.

  1. PraiaMaria

    O pré-candidato Beta Mello , numa entrevista no Jornal Expresso das Ilhas disse que o , José Maria Neves foi um BRILHANTE primeiro Ministro, meses depois de este ter sido rejeitado nas urnas! O povo votou contra a política de terra queimada que o PAICV fez também com os Municípios de Cabo Verde. Beta tem uma visão diferente do MPD nesse aspecto. Por isso não poderia ser o escolhido

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