Despartidarização da Administração Pública: “É necessário que ocorra primeiro na constituição das listas para as eleições”

9/06/2016 06:52 - Modificado em 9/06/2016 06:52

manuel pina 6O Presidente da Associação Nacional dos Municípios de Cabo Verde, Emanuel de Pina, acredita que a despartidarização da Administração Pública pode ser possível mas, para que isso aconteça, é necessário que ocorra primeiro na constituição das listas para as eleições.

Para o Presidente da ANMCV, este seria um grande passo para Cabo Verde e acredita que o momento ideal para dar esse passo é o presente. “Nós nos Municípios, temos de fazer isso, temos de trabalhar numa base transparente, dar igualdade de oportunidades a todos… devemos fazer a mesma coisa, seguir o mesmo caminho”, diz Emanuel de Pina.
Emanuel de Pina assegura ainda que não teria nenhum problema em ter pessoas do PAICV na sua lista de recandidatura, para “trabalharmos numa outra perspectiva de desenvolvimento do Município e do País”.

Para Pina, é necessário que haja uma sintonia entre o poder local e central, de forma a desenvolver um ambiente de negócio favorável nos Municípios para impulsionar o desenvolvimento económico. Defende que “esta é a perspectiva que o País deve seguir e deve trabalhar nesta direcção e nesta sintonia, potencializando cada Município, cada território municipal, as suas aptidões para que se possa efectivamente dinamizar o desenvolvimento económico do País”.

Aplaude à iniciativa do Governo, com a intenção de isentar os Municípios do pagamento do IVA e de canalizar as taxas turísticas e ecológicas às autarquias.

“Vamos pagar quinze porcento menos nas nossas aquisições, um grande contributo, essa interpelação da lei que o novo Governo faz. O Governo só está a cumprir a lei”, afirma.

Para Emanuel Pina, agora só é preciso encontrar mecanismos para efectivar isso, “ver como regulamentar as coisas para que funcionem”.

É preciso agora que os Municípios trabalhem para melhorar o ambiente turístico nos seus territórios de forma a absorver esta taxa.

  1. Rufino

    O Senhor Presidente ja garantiu o seu lugar os outros militantes são só para ajuda-lo a eleger-se. Essa coisa de despartidarização é só conversa e uma forma de alongar o debate politico, todas as pessoas tem as suas conotações. Cabo Verde não é diferente do mundo inteiro. O proprio presidente da ANMCV confunde ao dizer que trabalha com pessoas do PAICV. Bom, ao aceitar pessoas de outros Partidos é despatidarizar?? O que é fundamental é cultura de resultados e responsabilização na gestão da coisa pública.

  2. Maria José

    Meu caro em nenhuma parte do mundo haverás de encontrar militantes de um partido a concorrer na lista do outro partido. “Casta de cosa é esse??”. Queres dizer que Donald Trunf poderia ser vice de Hilary Clinton? ou Que Janira poderia nesse momento ser o Vice-Primeiro Ministro?
    Mas eu entendi mais ou menos onde querias chegar. Por exemplo, nao podemos ter uma administracao publica despartidarizada quando temos Moisés Borges a concorrewr pela lista do PAICV, ter ganho dois mandatos como deputados e nunca ter sentado a “bunda” nas cadeiras de deputados na Assembleia Nacional porque ele prefere ser Director Geral do Ambiente. A mesma coisa para Joao Pereira Silva ou José Maria Neves, todos deputados e Vice-Presidentes do PAICV mas preferem ser PCAs de empresas como a TACV e o INPS. A mesma coisa para Nilda do Instituto de solidariedade, Felisberto do ICASE, e muitos outros dirigentes que até este momento se encontram em funcoes quando já deviam ter sido corridos. E o problema maior nao é com esses dirigentes. O problema é que para eles se sobreviverem, ladeiam somente daqueles que lhes sao afectos e só dao oportunidades a esses, mesmo que nao tenham competencias nas matérias requeridas. Veja que nao os chame de incompetentes. Podem ser incompetentes numa matéria mas compüetentes noutras, em funcao da sua formacao.

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