“A Guerra dos Tronos” tirou atriz do mundo da prostituição

6/06/2016 12:39 - Modificado em 6/06/2016 12:39
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guerra tronosA atriz Josephine Gillan tem um passado marcado por abusos sexuais, drogas e álcool. Uma audição para a série “A Guerra dos Tronos” tirou-a do mundo da prostituição. Hoje diz ser uma nova mulher

Além de ser uma das séries mais populares do momento, “A Guerra dos Tronos” teve um forte impacto na vida pessoal e profissional de Josephine Gillian. Aos 27 anos e com uma infância e adolescência marcadas por abusos sexuais, consumo de drogas e álcool, a jovem atriz encontrou nesta trama o seu escape para uma nova vida.

“Eu trabalhava como prostituta e também fazia filmes pornográficos, com o nome Sophie O’Brien, quando vi um anúncio na internet para a indústria televisiva. Eles procuravam jovens atrizes com seios naturais e sem tatuagens, que não tivessem problemas em fazer cenas de nudez. Enviei logo uma fotografia”, contou Josephine Gillian em entrevista ao “Daily Mail”.

A resposta foi positiva. Foi chamada para um “casting” e passou. “Fiquei radiante porque era uma oportunidade fantástica de ter uma carreira na representação. Mas não me passava pela cabeça que iria mudar tanto a minha vida”, destacou.

A atriz, que curiosamente também dá vida a uma cortesã na série inspirada nas crónicas de George R. R. Martin, não tem dúvidas: “‘A Guerra dos Tronos’ salvou-me de uma vida na prostituição e tornou-me numa pessoa mais forte”.

Josephine Gillian entrou na segunda temporada da série, que já conquistou 26 Emmy, para vestir a pele da prostituta Marei, novata na profissão. A primeira cena da atriz mostra a sua personagem a aprender técnicas para fingir um orgasmo.

Ao “Daily Mail”, a jovem britânica revelou que teve uma infância e uma adolescência problemáticas. Frequentou 24 escolas primárias diferentes, uma vez que a mãe, que tinha sido vítima de violência doméstica, estava a fugir do seu antigo companheiro.

Mas os momentos traumáticos de Josephine Gillian não se ficam por aqui. Com apenas 12 anos foi para uma casa de acolhimento onde tornou-se consumidora de álcool e drogas. “Fui criada por uma família que me dava canábis e álcool e, com 14, introduziram-me na cocaína. Dois anos depois fui violada e, depois, obrigada a prostituir-me”, admitiu.

Foi por medo que a atriz decidiu manter o silêncio até aos dias de hoje. “Estava demasiado assustada para contar isto a alguém porque ele [autor dos abusos] ameaçava que ia enterrar-me no jardim, caso contasse a alguém. Ele disse que já o tinha feito antes e eu acreditei”.

Este passado empurrou Gillian para o mundo da prostituição. Mas um golpe de sorte fez com que a jovem britânica iniciasse uma nova vida.

jn.pt

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