FA à espera de melhores dias

6/06/2016 08:22 - Modificado em 6/06/2016 08:22
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Anildo-MoraisAnildo Morais é o novo Chefe de Estado-Maior das Forças Armadas. Depois do massacre de Monte Tchota, as Forças Armadas estiveram, e ainda estão, debaixo de fogo, com a população ainda incrédula e a questionar como é que foi possível o que aconteceu. O acontecimento deixou as FA fragilizadas tendo o anterior chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Cabo Verde, General Alberto Barbosa Fernandes, apresentado as próprias demissões, tendo sido seguido por outros militares de alta patente.

Vários nomes foram apontados para o cargo que acabou por ser aceite por Anildo Morais, num período crítico das Forças Armadas, quando o acontecimento de Monte Tchota veio levantar algumas questões sobre a vida militar. E o trabalho, nos primeiros tempos, será o de aumentar a credibilidade das FA junto da população, como apontam alguns entrevistados do NN.

Para Hamilton Santos, “as FA, nestes tempos, não têm sido bem vistas e recuperar a credibilidade é urgente”. Na mesma linha de pensamento, Sandra Neves afirma que o acontecido de Monte Tchota foi trágico e, tendo acontecido com militares, levantou várias questões, e o próximo Chefe do Estado-Maior tem de resolver não só estas questões mas também fazer com que as FA ganhem o respeito de que já gozavam.

Para Nelson Santos o assunto não é tão linear, “basta escolher um novo chefe e já está tudo resolvido”. Para este cidadão, vai ser necessário um trabalho de fundo para conseguir levantar a honra da instituição. “O que aconteceu foi trágico e não será num curto espaço de tempo que tudo será resolvido ou mesmo esquecido”. Por isso, a sugestão é rever todas as questões do serviço militar, acompanhamento dos recrutas, tudo para que “tudo possa voltar à normalidade”.

Carla Santos antevê nos próximos tempos uma campanha forte para promover o nome das FA junto da sociedade. Mas, na sua perspectiva, não será apenas com projectos sociais que vão ganhar a confiança das pessoas, mas sim com um trabalho interno e de definições de outras políticas para o serviço militar. Questiona ainda da utilidade do serviço militar obrigatório. Sempre no campo das sugestões, Dani Rodrigues diz que as FA têm que ter primeiro a noção clara do que querem e do que as pessoas esperam delas.

Aquando da saída de Anildo Morais como Comandante da 1ª Região Militar, este afirmou o seguinte: “Foi um trabalho baseado na organização, gerido num bom ambiente e compromisso com as tarefas que cabia a cada efectivo. Os militares trabalharam com motivação pelo que me sinto, de certa forma, realizado porque dei tudo o que era necessário para cumprir essa missão”. Da mesma forma, o sentimento é que possa “dar tudo” para “levantar as FA de Cabo Verde”.

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