Novo tecto salarial: fim para os jobs dos boys de JMN

3/06/2016 07:54 - Modificado em 3/06/2016 07:54

cortar custosEscaparam, eles e os seus salários chorudos, as manifestações contra os deputados que no estatuto de carreira dos titulares de cargos políticos queriam ter salários próximos deles. Antes tinham escapado ao diploma do “chefe” que ninguém na Administração Pública podia ganhar mais que o primeiro- ministro.

Mas não escaparam ao governo do MpD saído das eleições de 20 Março que determinou um corte de 50 % estabelecendo um tecto máximo de 300 mil. Mas os boys de JMN podem estar tranquilos que o governo garante que vai respeitar e pagar os salários até a sua saída que neste contexto se espera que seja “ontem”. Mas sabe-se que alguns, aqui para bandas do Mindelo, que estavam numa de “seduzir o Zé” para este depois convencer Ulisses a lhes deixar ficar no lugar já terão desistido do namoro mediante a nova a grelha salarial.

O Ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Fernando Elísio Freire disse que actualmente há gestores públicos a ganharem 680 mil escudos ou 525 mil escudos.

Por isso, o Governo estabeleceu uma remuneração fixa máxima de 300 mil escudos que poderá ser complementada com uma remuneração variável dependente da produtividade da empresa.

“É uma decisão justa, adequada à realidade do País e ao resultado que as empresas públicas cabo-verdianas têm produzido” – disse o Ministro.

Esta medida tem o cunho e o impulso de Ulisses Correia que antes das últimas eleições legislativas já falava em “criar ambientes políticos, institucionais, económicos e sociais favoráveis à excelência da administração, através de regras, de tecnologias de informação, da capacitação profissional, da política salarial”.

A tentativa de disciplinar os salários da função pública foi feita ainda no anterior Governo, quando foi decidido que ninguém, na função pública, poderia receber mais que o Primeiro-ministro. A questão dos salários dos titulares de cargos públicos levou a população a manifestar quando o Parlamento aumentou esses vencimentos e o Presidente da República teve de vetar o diploma.

Até agora, as reacções das pessoas têm sido positivas. Nas redes sociais e nos fóruns políticos, os internautas já escrevem que “foi uma boa medida”, dando parabéns ao Governo pela iniciativa.

“Se o Governo quer mudança tem de começar do alto para baixo. E se querem cumprir tudo o que planearam, devem fazer uma faxina geral”, escreve um internauta. “Boa decisão! Salários de 400, 500, 600 e 700 mil escudos são demais em Cabo Verde”, expressa outro internauta.

Alcindo Amado, cidadão mindelense, em 2015 já tinha publicado um texto falando sobre o assunto, intitulado “Salários Milionários para Uns, Pobreza Extrema para Outros!”.

“Como é possível termos indivíduos auferindo salários milionários num País que vive mendigando junto da comunidade internacional, cujo salário mínimo nacional é de 11.000$00”, escreveu.

Na altura, denunciou vários salários astronómicos como, por exemplo, o do PCA da TACV que ganhava 630.000$00, o do PCA da Caixa Económica que ganhava 643.712$00, o do PCA do Novo Banco que ganhava 460.000$00, o do PCA da ENAPOR que ganhava 600.000$00, entre outros salários que rondavam os quatrocentos e quinhentos contos mensais.

Com esta medida, muitos cortes vão rondar os 50 por cento dos salários de vários gestores, como afirmou o Ministro dos Assuntos Parlamentares.

  1. Medida justa e corajosa do novo Governo. As Empresas Caboverdeanas de maneira como estão ora para baixo, ora para cima não tem condições de suportar mensalmente vencimento de um gestor à volta de 680.000$00. Agora uma coisa é certa, o bónus de produtividade não pode ser vista somente na categoria do gestor, penso que tem que ser vista ao lado os trabalhadores também.

  2. Hl

    Ja começo a ver a mudança, pelo menos ate agora. foi por isso que eu votei mudança. e o povo agradece. vamos ficar de olhos abertos e acompanhar tudo. Esperemos que estes senhores continuem assim, pq como qualquer Cabo verdeano estão a serviço de cabo Verde e não da gangue deles.

  3. Clara Medina

    Demorou mas chegou. Como emigrante revoltou-me sempre ter de pagar salários chorudos e não merecidos a uma cambada de parasitas cujo função não é e não era mais nada do que fazer campanhas políticas permanente.
    Digo ter de pagar pois o País onde vivo é um dos maiores doadores de Cabo Verde portanto através dos impostos que eu pago lá e cá estou também alimentando uma corja de sanguessugas. Sendo Cabo Verde um País que vive de esmolas internacionais como é possível que um qualquer “chefinho” de empresas que nada produzem tenha um salário que ultrapassa os 600 contos mensais além de inúmeras e incontrolaveis mordomias?
    Os países doadores têm sido também cúmplices nesta roubalheira oficializada pois se assim não fosse teriam há muito tempo aberto uma investigação sobre esses salários que nenhum chefe competente duma empresa média ganha em países desenvolvidos além dos desvios ilícitos dessas ajudas que não chegam no lugar para onde foram concedidas.
    Como se explica que num País como o nosso haja tanta riqueza concentrada num pequeno grupo de políticos e acólitos, pornograficamente exibida, perante uma massa cada mais pobre e sem nenhuma perspectiva de dias melhores apenas apresentados nas falsas reportagens estatísticas elaboradas por ordens dos interessados para apresentarem uma face ou uma imagem totalmente disforme da nossa realidade.
    E o pior ainda é que não aprendemos com as lições da História e de factos e acontecimentos não tão distantes. Podem dizer que Cabo Verde é uma outra realidade mas esta outra realidade pode ser influenciada por efeitos colaterais e não previsíveis que pode fazer o feitiço voltar contra o feiticeiro ou os fabricantes de fantasias. Tudo isto vem a propósito do
    caso da Tunisia e outros países árabes, com a sua recente Primavera Árabe, que deve servir de exemplo. Há também uma tomada de consciência enorme nas massas saídas dos Liceus e Universidades desempregadas, sem nenhuma perspectiva e cujo comportamento é imprevisível.
    Quem sabe se novos ventos sopram em Cabo Verde e se essas novas mudanças possam fazer nascer uma nova cultura e mentalidade, um outro comportamento e atitude e uma maior responsabilidade, consciência e sentido de Estado.

  4. silvino miranda

    O governo do doutor ulisses correia e silva ja aprovou um salario swag aos gestores publicos,tudo bem vai poupar milhoes de contos anuais mas tambem deve fazer um ajusto nas cozinheiras das escolas e dos jardins de infançias que varios anos ganha um salario de cinco mil escudos e ainda sem providençia social. acredito cabo verde tem soluçao.

  5. "popota"

    ……..e o PCA/CVT Vice -Presidente do PAICV partido q nomeu alem de auferir seus 600 000 esc/mes naõ tem desempenho Professional !!! Viva a despartirização !! A tirar então a esse gajo 🙂 🙂

  6. carlos

    começando assim ja estou acreditando que o navio cabo verde chegara a bom porto, boa iniciativa bom começo e muita coragem salarios destes em cabo verde nao pode porque enquanto uns comen carne todos os dias outros nen se quer consegue um pao por dias.
    Parabens ao novo governo

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