Abraão entra no roupeiro de Alice e põe fim a cultura das maravilhas de Mário Lúcio

3/06/2016 07:43 - Modificado em 3/06/2016 08:08

abrao vicenteO ministro da cultura Abraão Vicente entrou pelo guarda-roupas de Alice. Deu uns passos e estava no País das Maravilhas que José Maria Neves construíu para determinados sectores do País.

E o novo ministro não teve dificuldades em encontrar no meio de outras tantas maravilhas, as maravilhas da cultura que só existiam nesse país das maravilhas inspirado por JMN e tinha como regente Mário Lúcio. E resolveu extinguir as “maravilhosas” Curadorias que fora do pais das maravilhas “eram estruturas vazias e figuras decorativas  que funcionavam como câmaras municipais paralelas”.

E depois encontrou os casos da Orquestra Nacional, Ballet Nacional e Circo Nacional que na realidade não existem “a não ser para o Ministério da Cultura pagar as contas”. Em relação ao Conservatório, Abraão disse “não tem acreditação, curriculum e nem acordos com ninguém e que recebe todos os dias contas por pagar para algo que não existe legalmente”.

Mas há mais ou não estaria o ministro no País das Maravilhas: o Banco da Cultura é um sorvedor onde “os créditos não estavam a ser pagos por ninguém e o meu antecessor, a quatro dias de deixar o cargo, deixou um despacho em que dizia perdoar a dívida aos privados e parcelou a dívida com a câmara municipal”.

Em relação ao AME (Atlantic Music Expo) revelou que gastou nos últimos quatro anos cerca de 124 mil contos do Banco da Cultura e que com “apenas 62 mil contos desse dinheiro gasto, o Ministério conseguiria financiar 100% dos projetos que entram para ser homologados no Banco da Cultura”.

  1. Otilia Ferreira

    No plano internacional somos como Júlia em S.Vicente, “amor dá-me um cosa” isto é não passamos de indigentes com a mão estendida à caridade internacional, mas com um espírito de exibição e grandeza que ultrapassa a imaginação de qualquer indivíduo normal.
    Um País que nem uma folha de papel higiênico pode produzir com orquestras filarmônicas, ballet nacional para uma elite que ainda não ultrapassou o nível de mornas, sambas e coladeiras, subsidiando largamente indivíduos que assentam atrás dum banco dum piano, mais acrobatas que pianistas, vendendo umas tecladas como música clássica, pintores, escultores, etc,etc, isto é todos passaram a ser artistas e a viverem sem nenhum escrúpulo dos parcos recursos dum Estado indigente, endividado e falido. Felizmente que lentamente vamos tomando consciência que estamos vivendo num mundo virtual, cheio de ilusões, basofaria e tudo o mais para encher linguiça e o nosso exacerbado ego.
    Está claro que muitos vão furiosamente reagir contra Abraão Vicente pois na verdade terão de a partir de agora trabalhar e no duro para garantirem o seu pão de cada dia, pois essas campanhas que duraram dezenas de anos tinham também de acabar. E se na verdade possuem tanto talento como dizem e atendendo que o nosso mercado é simplesmente limitadíssimo para tantas manifestações de cultura porque não tentar noutras paragens com mercados mais alargados e promissores?
    A realidade tinha tarde ou cedo de ultrapassar o sonho é a fantasia e também para tudo chega um fim e quanto mais para muitos oportunistas que não passam simplesmente de pseudo-artistas.

  2. Fernando Fortes

    Até aí tudo bem ministro.
    A brincadeira do fingir do Mário Lúcio, que como dizia Onésimo, andou a macaquear e a criar um mundo fingido, parece que acabou e bem.
    Agora vamos esperar pelo que segue.
    Esperamos ética acima de tudo.

  3. lima

    Grande lição de coragem… Esperar a derota para mandar bocas…

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