Júlio Ascensão Silva: “Temos muitos jovens que trabalham e que não estão nos sindicatos porque têm medo”

3/06/2016 07:27 - Modificado em 3/06/2016 07:27

julio ascenção silvaDe acordo com o Secretário-geral da UNTC-CS, os jovens são os mais afectados em matéria de desemprego no País. Não é segredo para ninguém, mas tendo em conta a questão da precariedade no mercado de trabalho, “os trabalhadores com contrato a prazo e sem contrato aqui no País são mais de 70%, mas se formos aos jovens, essa percentagem sobe para mais de 80%, ou seja, os jovens são os mais afectados em matéria de precariedade laboral no País”, avança Júlio Ascensão Silva.

Para este sindicalista, há muitos jovens que trabalham e que não estão nos sindicatos, e isso porque têm medo. “Estão vinculados através de um contrato a prazo que é precário e, portanto, têm medo de se sindicalizarem, de participarem nas lutas que os sindicatos promovem e têm medo de reivindicarem os seus direitos para não serem despedidos”.

Mas acredita que é possível mudar este cenário e, para que isso aconteça, é preciso que ambos os lados estejam organizados, já que o futuro desta organização depende deles.

Acredita ainda que as promessas do novo Governo são uma boa ideia, entre as quais a redução do desemprego jovem em 50 por cento nesta legislatura, a criação de nove mil novos empregos por ano e um programa de estágios profissionais remunerados pelo que, não só a Administração Pública como o sector privado poderão contribuir para minimizar a problemática do desemprego no País.

Júlio Ascensão Silva diz ainda que a questão da isenção das empresas do pagamento à Segurança Social como contrapartida ao emprego de jovens deve ser ponderada tendo em conta a questão da sustentabilidade da Segurança Social aqui no País. “Portanto, perante todas essas promessas, esses compromissos é bom de facto que o Governo os cumpra e, para isso, os jovens têm um papel fundamental”.

“Se o Governo está a dizer que vai resolver o problema da precariedade e, ao mesmo tempo, fala de flexibilidade do código laboral, a UNTC-CS diz que esta é uma questão que o Governo deve esclarecer e fazer saber sobre que moldes esta flexibilidade irá ser feita.

  1. Se o governo esta a dizer que vai ressolver o problema de flexibilidade do codigo laboreal a pretexto de flexibilizar o mercado de trabalho , realmente deve esclarecer que tipo de flexibilidade ira ser,para nao cair nos mesmos erros dos anos 90, em que alterou o codigo laboreal a pretexto de flexibilizar o mercado de trabalho para atrair mais investimentos e nunca chegaram . O que houve foi privatizacao de empresas que ja eram do Estado de Cabo Verde, e que foram entregues nas maos de capital estrangeiro.

  2. Eduardo Oliveira

    Não me admiro nada isso dos jovens terem medo dos sindicatos. Com eles e com os partidos politicos é de fugir a ste pés. Sei do que digo. Nem uns nem outros defendem o interese geral mas a conveniência, o que é devereas assustador.

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