Professores recém-contratados com salários em atraso

2/06/2016 09:04 - Modificado em 2/06/2016 09:04

professorApesar de diferentes tentativas para reaverem os salários, os professores recém-contratados e em regime de prestação de serviços continuam sem ver a cor dos seus vencimentos. Os entrevistados dizem ter vivido momentos de grandes dificuldades por causa da falta de pagamento. Indignados e sem saberem onde recorrer, os professores resolveram denunciar a situação, uma vez que o Ministério da Educação limita-se apenas a avançar “diferentes desculpas e promessas falsas”.

Os professores colocados a partir do início do ano lectivo 2015/16 ainda estão por receber. E com a discussão acerca das listas de transição, os professores temem o pior. As tentativas de protesto não têm surtido efeito, pois apesar de terem recusado a publicação das notas dos alunos, a situação dos professores recém-contratados continua na mesma.

Os entrevistados, na sua maioria professores que deixaram os próprios familiares para trabalharem noutras ilhas do País, dizem estarem em “maus lençóis”, pois as dificuldades têm sido várias e temem que o problema não venha a ser resolvido atempadamente, uma vez que uma boa parte desde o início do ano lectivo, não sabe qual é o sabor do salário dos professores.

Segundo os mesmos, “a situação dos professores é lamentável. Somos minoria e vão-nos silenciando com promessas e falsas respostas”. As tentativas de diálogo com o Ministério da Educação não têm surtido qualquer efeito, o que tem gerado descontentamento no seio desses docentes.

Sem previsão para receberem os salários, sem saberem a quem recorrer, os professores entenderam denunciar a situação que se arrasta há vários meses e que os obriga a viver momentos de duras dificuldades.

O NN encetou diferentes contactos com o Ministério da Educação no sentido de esclarecer o assunto, mas as tentativas foram frustradas. Em conversa telefónica com o Director dos Recursos Humanos, Atanásio, fomos informados que a situação está a ser resolvida através das Finanças, por isso, mais uma vez, fomos remetidos para a Directora Financeira Ivete Oliveira que não atendeu às chamadas.

  1. carlos bentub

    bem feito, ainda nao viram nada, so começo e so os recem contratados, mais afrente vai ser todos a receberm com atraso para aprenderem que so damos conta que estamos bem quando começamos a perder o que ja tinhamos

  2. Francisco andrade

    Sentimos muito pelos professores recém contratados.
    Abandonaram as suas ilhas com a nobre missão de ensinar e transmitir valores a sociedade,e vão acumulando dívidas e mal estar no trabalho. Pois ninguém consegue trabalhar se tiver problemas financeiros por culpa dos Ministérios Educação e Finanças que revelaram um má profissionalismo em não pagar os salários a tempo.
    mas estes professores fizeram o que muitos de nós ” veteranos , não fizemos. Ou seja congelar as notas como forma de protesto. Que isto nos sirva de exemplo para a próxima luta.

  3. Alicia

    Essa falta de respeito e este descaso com a classe docente é uma vergonha no nosso país! Precisamos de uma resposta convincente do ME porque esta situação não pode continuar desse jeito!! Lamentável!!

  4. Ped smana

    Queria dizer ao comentador que se identificou como Carlos Bentud se sabe ler para voltar a ler o artigo pois a situação vem de vários meses e não foi criado pelo novo governo mas que espero que resolva imediatamente a situação.
    Voçês do PAICV são uns venenos e nós é que ainda não vimos nada com essa oposição terrorista que inclusive agora vem pressionar o novo executivo com as batatas quentes que o PAICV deixou.

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