Naufrágio: Familiares das vítimas vão interpor acção judicial contra a seguradora e o Armador do navio Vicente

30/05/2016 07:25 - Modificado em 30/05/2016 07:25
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vicenteDepois de um longo período à espera das certidões de óbito, os familiares das vítimas do naufrágio do navio Vicente já têm nas mãos os documentos. Assim sendo, por incumprimento do Armador, os familiares com o apoio da SIMATEC, vão interpor uma acção judicial exigindo que os lesados sejam indemnizados pelas perdas por parte da seguradora IMPAR e do Armador do navio, apesar de já se encontrar disponível o montante de cinco mil contos para indemnização dos familiares dos passageiros que perderam a vida neste fatídico acidente.

Um dos objectivos da luta era conseguir a declaração de óbito uma vez que até agora os corpos não apareceram. Após cerca de 15 meses, os familiares continuam a enfrentar momentos de grandes dificuldades, pois eram as vítimas que asseguravam o sustento das famílias.

As certidões de óbito há muito esperadas já se encontram nas mãos dos advogados dos familiares das vítimas do naufrágio do navio Vicente que afundou no mar da ilha do Fogo a 8 de Janeiro de 2015 com 26 passageiros a bordo.

Conforme Tomás de Aquino, sindicalista da SIMATEC, depois de uma luta constante, os familiares das vítimas conseguiram ter em mãos as certidões de óbito das 15 pessoas que perderam a vida no trágico naufrágio.

São vários os processos pendentes que dependiam das certidões de óbito, nomeadamente, o pagamento de férias e salários em atraso dos trabalhadores desaparecidos e sobreviventes do naufrágio.

O sindicalista assevera que uma vez que a seguradora tem responsabilidades em relação às vítimas e aos tripulantes, vão dar entrada a um processo judicial contra o Armador e a seguradora para apurar responsabilidades.

Conforme os familiares das vítimas prometeram, a luta continua. Com o documento, acreditam estar em melhores condições para exigirem os seus direitos. Entretanto, ainda está a ser ponderada uma acção judicial contra o Estado de Cabo Verde para apurar responsabilidades uma vez que, até ao momento, pouco ou nada foi feito para minimizar a dor dos familiares.

O sindicalista afirma que o navio Vicente tinha apenas o seguro de responsabilidade civil que cobre unicamente os passageiros, daí que já se encontra disponível na seguradora IMPAR o montante de cinco mil contos referente às indemnizações dessas vítimas.

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