Acusação de tortura: Defesa diz que conduta dos agentes da PJ deve ser censurada

26/05/2016 06:57 - Modificado em 26/05/2016 06:57

TribunalJosé Luís, advogado de defesa do indivíduo supostamente ”torturado como um animal” por elementos da Polícia Judiciária em Julho de 2009, reconhece o trabalho da instituição e o esforço no combate ao crime, mas assegura que devem agir de forma legal, por isso, a conduta que tiveram para com o seu cliente “deve ser censurada”, uma vez que todos estão submetidos à lei.

“Todos nós estamos submetidos à lei, daí que não se podem extravasar as regras. Ninguém deve ser torturado ou tratado como animal, mas sim com dignidade humana”. É desta forma que José Luís, advogado que assegura a defesa de Lavilson, ofendido arrolado no processo-crime que acusa quatro agentes da PJ de crime de tratamento desumano na sequência de uma alegada tortura nas instalações da PJ em 2009, iniciou as suas alegações.

Um acto que o advogado considera “grave” tratando-se de uma Instituição que deve inspirar confiança. A defesa que diz não ter dúvidas dos actos praticados, reconheceu o trabalho feito pela PJ e o esforço no combate ao crime, mas apelou que a conduta dos agentes seja censurada com princípios legais no sentido de primar pela cidadania e não pelo uso da violência.

Por outro lado, a defesa dos arguidos que alegam inocência, acredita que apesar das fotos, dos relatórios médicos que atestaram sinais de agressão e das declarações de tratamento “horríveis”, não se produziram quaisquer provas que levassem a convencer que os seus constituintes praticaram os crimes de que estavam a ser acusados, até porque as declarações das testemunhas não coincidem com as do ofendido.

O mesmo considera que a acusação serviu para manchar, denegrir a instituição que tem feito um bom trabalho em prol da sociedade no combate ao crime. Não se mostrou provado que a brigada se juntou ao arguido para ”dar pancada”. Daí que não acredita no quadro descrito pelo ofendido. Apesar de reconhecer que existe excesso por parte dos agentes da Polícia um pouco por todo o lado, entende que não foi o caso, uma vez que não ficou provado.

Os factos remontam a Julho de 2009 na sequência de um alegado crime de receptação onde o ofendido alega ter sido “torturado como um animal” pelos agentes da PJ na tentativa de o obrigarem a confessar o crime.

O ofendido alega que no dia 31 de Julho de 2009 na sequência de uma notificação que o acusava de ter adquirido objectos roubados, dirigiu-se à Polícia Judiciária onde foi interrogado e “torturado como se fosse um animal”, isto, por não ter assumido a prática do crime. Nessa ocasião, foi esbofeteado, agredido com socos e pauladas por parte dos agentes que também o obrigaram a assinar um documento assumindo a autoria do crime.

O caso deverá conhecer o desfecho no próximo dia 06 de Maio.

  1. Titó

    Espera-se que as investigações tenham sido feitas de forma profunda, por duas razões:
    Se o individuo acusado de ter comprado roubo, efetivamente teve essa pratica, aplaudo o tratamento que lhe foi dispensado pala PJ, pois, além dessa pratica, ele á mentiroso;
    Se, por outro lado, é inocente, os Agentes que o maltrataram fisicamente, mas também moral e psicologicamente, devem ser punidos com severidade, pois, como Agente de autoridade, devem ser corretos e não abusar da sua condição. Fico à espera da decisão do Sr Juiz. O Advogado José Luis, não pode limitar-se a pedir que os Agentes sejam simplesmente censurados, mas sim, que sejam punidos com rigor para o desencorajamento de outros colegas

  2. atento

    desfecho 6 de maio?? ou 06 de Junho??

  3. djedje

    o advogado desses ditos agentes está testemunhando um facto que ele mesmo considera real quando diz ” recnonhecer que esiste excesso por parte dos agentes da policia um pouco por todo lado “, confirma-se sr advogado. e no entanto defende que A pj é uma instituiçao seria . em que ficamos ?
    Ainda o mesmo sr advogado diz que as fotos da agrassao sao horriveis . enfim …

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2018: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.