CEMFA sabia de falhas no procedimento de destruição do material de guerra

25/05/2016 06:59 - Modificado em 25/05/2016 06:59

forças armadasAs Forças Armadas ainda não explicaram o caso do engenho militar encontrado por um pescador e que explodiu[1] provocando a sua morte. Uma investigação deste online apurou que o engenho explosivo que provocou a morte do pescador Manuel Elias Lourenço de 51 anos no dia 1 de Fevereiro na localidade de Salamansa, tinha sido enterrado pelas Forças Armadas sem ser desactivado.

Uma outra linha de investigação através de documentos a que tivemos acesso mostra que o Comando da Guarda Costeira solicitou ao Chefe de Estado-Maior das Forças Armadas, através da nota 064/GR/ 13 de 08 de Novembro de 2103 que autorizasse “o Comando da Logística  a enviar o engenheiro militar, o Major Abel António Mendonça para verificar em que condições foram destruídos os materiais de guerra constantes da relação de ‘material de guerra para abate’ anexada na proposta /nota  Ref.565/010/SCR/2013 de 9 de Setembro enviada ao Comando de Logística com o objectivo de promover medidas cautelares, se necessário”. Na mesma nota, a Guarda Costeira aproveitava pede  o CEMFA “para informar o comando da 1ª Região Militar que houve um mal entendido do termo porque consideramos  que um pedido de abate não pode ser entendido como um pedido de destruição e, principalmente, em relação a material de guerra que exige uma abordagem especializada de engenheiro militar apoiado por sapadores para evitar consequências ambientais e do tipo que aconteceu”. No dia 11 de Novembro de 2013 o CEMFA dá um despacho sobre a nota onde escreve: “Desejo obter mais informações do Comandante da 1ª RM sobre a situação actual do material destruído”.

Não conseguimos ter acesso à resposta do Comando da 1ª RM. O que se sabe, é que no mês de Fevereiro de 2015, um pescador encontrou um engenho militar na zona de Salamansa que explodiu provocando a sua morte[1]. Mas esta investigação mostra que dois anos antes, o CEMFA tinha sido alertado que o “abate” não tinha sido fiscalizado por um engenheiro militar e nem apoiado por sapadores, mas o Comandante da 1ª RM, José Rui Neves afirmou, na altura, que foram cumpridos todos os procedimentos para a destruição desses projécteis militares e que esse procedimento foi feito na altura do exercício da NATO no País em conjunto com os especialistas dos países vizinhos com mais experiência no assunto.

O NN sabe que o inquérito realizado pela FAs para apurar as causas do acidente que matou um pescador já sabe das causas que levaram o engenho a explodir e é bem simples: não foi detonado. Esse relatório aponta que vários engenhos explosivos “foram enterrados sem serem detonados”. A ser verdade, vem confirmar a suspeita das gentes de Salamansa que temem que existam mais engenhos explosivos enterrados.

  1. Isso é muito complicado, é urgente marcar a área onde foram enterrados, e proibir as pessoas de aproximarem do local.

  2. Uma tragédia nacional. Um simples soldado raso faz cair todo o generalato das FA. Caso para se dizer que o balão de ar e de basofaria que era a chefia das forças armadas, explodiu e se esfumou no ar. Isso é que dá o Governo ter umas FA de fachada que não serve para nada já que depois de 40 anos nunca esteve numa ação de combate a sério com o inimigo. A cúpula das FA só faz reuniões e mais reuniões, conferências, exercícios e mais exercícios e mais nada. O gigante as FA tem pernas de barro e um simples soldado aplicou um KO à instituilção. As FA de Cabo Verde perderam num só dia e no total mais soldados que toda as tropas guerrilheiras caboverdenas que combateram o regime colonial na Guiné Bissau. Se a mimória não me falha tombaram na Guiné em combate, ao longo dos 11 anos de guerrilha uns tres ou quatro criolos na Guiné Bissau. Aqui só num dia tombaram oito. O recorde e as honras deste feito inigualável pertencem com todo o mérito ao balofo do Bebeto, CEMFA e ao seu séquito de incompetentes Coronéis puxa-sacos e lambe-botas. Vai demorar mais de 1000 anos para que este recorde, fruto da burrice, da estupidez e das políticas do faz de conta das FA e do Governo que o suportou e o incentivou por largos anos, possa ser quebrado. Quando as FA tiverem a coragem de escrever a sua história dos 40 anos de existência vão ter de colocar nela que nunca morreu um único soldado das FA em combate e que oito deles foram assassinados dentro do próprio quartel. O Bebeto fez bem em pedir a demissão. Pena é que tenha sido tão tarde, pois ele nunca teve competências técnicas e operacionais para comandar as FA. Infelizmente para que se pudesse provar a burrice e a incompetência do sujeito foi preciso que 13 (número de azar) inocentes pagassem um preço muito alto. Isso só foi possível com a conivência do Governo e das suas escolhas bairristas e regionalistas.

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