Tenente-coronel Carlos Monteiro diz que há desconfiança em relação as FA

18/05/2016 08:33 - Modificado em 18/05/2016 08:33

entany silvaO tenente-coronel Carlos Monteiro, comandante da terceira região militar, responsável directo pelo destacamento do Monte Tchota, considera que existe uma onda de desconfiança tanto interna como da sociedade em relação as Forças Armadas depois do massacre ocorrido no dia 25 de Abril.

Em relação a desconfiança interna diz que “Neste momento há uma onda de desconfiança interna nas Forças Armadas cabo-verdianas. Por isso, a partir de agora vamos passar a fazer uma selecção com mais rigor dos que entram, sobretudo para os que entram como voluntários “Carlos Monteiro disse que a onda de desconfiança se sente também da sociedade, pelo que está a ser feito um trabalho a nível social e psicólogo para reverter essa imagem, tendo em conta que as Forças Armadas eram tidas como as instituições mais confiáveis do arquipélago.

“A desconfiança é natural, mas temos que acreditar que no meio de uma coletividade pode acontecer um caso, mas que não vai manchar ou tirar a credibilidade que as Forças Armadas têm conseguido até aqui. O trabalho reforçado, continuado, terá que ser feito”. Agora resta saber se essas medidas são as que o Governo e novo Chefe de Estado Maior pensam que são as adequadas.

E mais grave: serão suficientes para resolver esse problema? O comandante da terceira região militar que é apontado como o responsável pela falha de comunicação do comandado como destacamento de Monte Tchota e pelo facto do massacre ter sido descoberto mais de 24 depois está em condições de fazer esse trabalho de “devolver a confiança as FA”. Isto num ambiente em que a sociedade está mais preocupada com a segurança ou saber que os sentinelas nos descamemos têm a sua guarda 120 munições e metralhadora AKM, do que recuperar a confiança.

Outros sectores da sociedade querem uma discussão mais radical: o fim do serviço militar obrigatório e uma nova postura das FA onde os “civis com divisas devem abandonar os quartéis  e deixar que os militar tomem conta do que é seu dever”. Para outros sectores as medidas anunciadas para recuperar a confiança das FA são ” o marketing barato” no momento em que as famílias ainda choram a morte de 11 pessoas e ainda não se entendeu como foi possível um militar pegar numa metralhadora e matar, matar, matar, matar onze vezes num destacamento militar e ir dormir em casa.

  1. vidente

    O Sonho visao
    Era na semana da horrorosa chacina, acordei com o sonho ainda em clara memoria. Estava de servico no jardim de infancia, quando entrei na cozinha e topei com um individuo armado de militar as pesadas, tinha uma fisionomia de um sujeito arabe/marroco e estava a roubar os paes de especie “saloio“ acabados de sair do forno de lenha e que estavam guardados no armario branco.. Quando lhe perguntei o que estava afazer ele me disse cala-te, ssshss…eu preciso de levar abastecimento para o pessoal ali em baixo, e levou os tres paes inteiros. Eu lhe avisei que as criancas nao teriam pao para o lanche, ele nem se importou, e disse aqui tens um restante duma tira de cereal e chocolate para comers e atirou-o para mim. Este estatava ja 1 terco comido, que eu podia ver as marcas das dentadas. Depois amarrou-se a uma corda (especie alpino de montanha) que estava ligado a um naviola em baixo e desceu a rocha abaixo. No exato momento em que esse individuo descia “pia abaixo“ apareceu a colega do trabalho que vinha buscar o pao e os servicos para por a mesa do lanche das criancas. Eu disse-lhe olha o terrorista levou todo o pao das criancas, veja ,la vai ele “pia abaixo“. Porque nao nos avisastes, perguntou a colega, eu disse porque estava armado e parecia um terrorista

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