Pediatria do HBS: mãe pode, pai não pode dormir com o filho internado

18/05/2016 08:22 - Modificado em 18/05/2016 08:22

pediatria HBSAcompanhantes do sexo masculino não podem acompanhar os pacientes internados na pediatria do Hospital Baptista de Sousa. A restrição existe há longos anos e a situação tem vindo a criar descontentamento por parte dos homens que exigem poderem acompanhar os filhos durante a noite. Isto porque o Hospital alega falta de condições para receber homens nos dormitórios. Os entrevistados dizem-se revoltados e consideram injusta, discriminatória e infundada a justificação.

Os pacientes internados na pediatria do Hospital Baptista de Sousa só podem ser acompanhados pelas mães, isto porque o Hospital não dispõe de condições para receber homens acompanhantes.

Os homens estão impedidos de pernoitar com os filhos internados na pediatria do Hospital Baptista de Sousa. Os pais ouvidos por este online consideram ser um comportamento injusto, discriminatório e infundado.

A restrição apenas às mulheres tem gerado um clima de descontentamento por parte dos pais. Albertino é um dos pais indignados com a situação, pois diz ter sido convidado a abandonar a pediatria quando acompanhava o filho de 2 anos internado com problemas pulmonares.

“A situação remonta há vários anos e o Hospital já deveria ter criado condições para que também o pai pudesse acompanhar o filho, por isso, não aceito a justificação porque não tem qualquer fundamento”, afirma o entrevistado Mauro que também reporta o mesmo problema.

Os entrevistados defendem que a presença do pai também ajuda na recuperação dos filhos, por isso, o Hospital não deveria discriminar os homens. Alguns dos pais indignados com a situação afirmam terem reclamado junto da secretaria do Hospital mas, até ao momento, não obtiveram qualquer resposta por parte desta unidade hospitalar.

Contudo, este online tentou entrar em contacto com o responsável do Hospital para esclarecer os factos e responder a esta questão: e se a criança não tem mãe?

  1. Pai - Avo

    A verdade é que a lei caboverdeana institui, de forma subliminar, que os filhos são propriedade das mães, pelo que tudo o que concerne às crianças tem primazia para as mães. Devemos reconhecer que temos uma sociedade onde maior parte das crianças são, mesmo estando o casal a viver juntos, deixadas sob a responsabilidade (cuidados básicos) da mãe, mas, não é menos verdade que cada vez mais surgem homens, verdadeiros pais, a cuidar dos filhos de forma exemplar (dar comida, dar banho, pentear, levar para passear, dar miminhos, levar para a escola, brincar com elas, enfim, tudo o que uma mãe carinhosa também faz).

    No entanto, para a lei caboverdeana as crianças estão melhores com as mães, salvo seja se for uma mãe descompensada, alcoólatra ou viciada em drogas. A lei é injusta, descabida, e perniciosa, mas, infelizmente, é a lei que temos, sendo ela reflexo de uma sociedade que olha o homem apenas como um progenitor, e se for o caso, “pagador” de uma pensão alimentícia, numa clara manifestação de desinteresse pelos direitos do pai.

    enfim…mas o que realmente interessa é a criança, pelo que deve ser sempre salvaguardado o melhor para elas, de forma que possam crescer saudáveis, amadas e em harmonia, e onde a emancipação da mulher possa também significar, partilha e direitos iguais para os homens.

  2. pai

    onde esta igualdade genero, que e mto falado, ness caso nao temos igualdade

  3. Fernando Fortes

    Esse tipo de descriminação é praticada de facto neste hospital, de forma descarada e abusiva.
    Que criem condições ou então todos devem poder dormir sentados ao lado do filho(a).
    É preciso dignidade.

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