Autárquicas SV: a certeza de Neves, o tem que ser de Graça, a teimosia de Monteiro

17/05/2016 07:55 - Modificado em 17/05/2016 08:57

cmsvCom a auscultação dos partidos por parte do Primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva para a marcação da data das eleições autárquicas, os partidos começam a intensificar o processo de escolha dos candidatos. 20 de Junho é tido como data final para a apresentação dos candidatos do MpD. O PAICV, sem colocar metas, vai avançando no processo, assim como a UCID, para a escolha do candidato às autárquicas.

São Vicente é tido como um dos pólos eleitorais mais importantes do País. A disputa partidária é sempre forte. Os resultados das últimas legislativas criaram um panorama diferente. Segundo os resultados das últimas eleições, o MpD passou a ser a maior força política em São Vicente, com a UCID seguida do PAICV.

Dos candidatos apresentados às autárquicas apenas o MpD tem o candidato posicionado e com pouca contestação interna, o actual Presidente da CMSV, Augusto Neves. É de esperar que o partido conceda o seu desejo de liderar uma candidatura para a renovação do mandato. Mesmo dentro do MpD não têm surgido nomes para fazer frente ao “Gust”. Augusto Neves termina assim o seu primeiro mandato eleito pelo povo, depois de substituir a ex-autarca Isaura Gomes.

A tarefa para a escolha de candidatos para os outros partidos parece mais complicada. Em particular no PAICV, depois da derrota nas legislativas e com ênfase em São Vicente em que se viu ultrapassar pela UCID, a escolha parece mais difícil ou não. Depois de surgirem alguns nomes para liderar a campanha do PAICV, com a derrota nas legislativas, os nomes não se fizeram eco. E na última conferência do partido em São Vicente foi avançado que não havia ninguém que manifestasse  interesse numa candidatura.

Alcides Graça, Coordenador do PAICV, sem nomes a apoiar terá de sair em defesa do partido e dar o corpo ao manifesto. No seu discurso, afirmou que pessoas com posição, principalmente com posição de liderança, têm de estar dispostas a darem a cara aos desafios do partido. E sem candidatos à vista, o último nome, neste caso, o primeiro da lista do PAICV em São Vicente, vai avançar com uma candidatura.

A decisão de avanço ou não de uma candidatura era para ser feita há cerca de duas semanas o que não se chegou a realizar. Não chegando a afirmar se sim ou se não, supõe-se que já é um dado adquirido e que vai ser o rosto do PAICV em São Vicente.

Na UCID, António Monteiro é o nome apontado. Tem sido a cara do partido nas autárquicas em São Vicente, concorrendo nas três últimas eleições autárquicas, perdendo-as. O mesmo admite que concorrerá só se tiver cem por cento de certeza que irá vencer. Algo que será difícil de se saber uma vez que as sondagens e estudos de opinião são apenas dados de estudo que mostram um certo sentido de voto das pessoas na hora em que o estudo é feito. Na hora, o voto é decidido pelos eleitores.

Com uma pequena porta de probabilidades de concorrer entreaberta, António Monteiro pode mesmo entrar por ela, visto estar galvanizado com a performance do partido nas últimas legislativas. Como segunda força política em São Vicente, depois das legislativas, Monteiro pode querer melhorar a prestação. O pesadelo de Monteiro pode estar centrado nas três derrotas consecutivas nas autárquicas, o que o pode levar a deixar a corrida. Se o discurso for a vontade de ver melhoradas as condições de vida das pessoas e um desenvolvimento da ilha, como tem assumido, poderá vir a querer abraçar mais uma oportunidade.

Se não for o caso de António Monteiro a avançar pela UCID, o nome logo a seguir seria o de Jorge Luís. Deputado Nacional do partido no mandato anterior e no actual e coordenador da UCID, em caso de uma não candidatura de António Monteiro, Jorge Luís será obrigado, na falta de mais opções, a dar também o corpo ao manifesto. A escolha seria um tanto arriscada devido ao binómio UCID – António Monteiro. O líder da UCID já granjeou uma certa popularidade em São Vicente. Nalguns estudos passados, as pessoas revêem em Monteiro uma das caras que melhor defende a ilha de São Vicente.

O partido estaria disposto a apoiar um candidato independente, mas ainda nenhum nome independente se posicionou para uma eventual candidatura.

O MpD vai fazendo a sua gestão onde Augusto Neves vai, sem contratempos, à procura de mais um mandato. Enquanto isso, tanto o PAICV quanto a UCID vão ter de ir à luta com as armas que têm e os líderes vão ser obrigados a assumirem a sua posição de liderança e liderar os respectivos partidos nas autárquicas de 2016.

  1. artur

    E depois se queixam…Nem partidos, nem candidatos de associações de cidadãos. Vivemos tempos em que nem na situação actual, que só vai piorar, aparece alguém em condições, disposto a dar-se em prol do interesse público, melhoria da nossa cidade e das condições de vida da população

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