António Monteiro é o CEMFA indicado pelo Governo

16/05/2016 08:24 - Modificado em 16/05/2016 08:24

coronel antonio monteiroO NN  sabe que o Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, deverá nomear hoje novas chefias para as Forças Armadas e novos membros para o Tribunal Militar, dando assim aval à proposta que lhe foi apresentada pelo primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva na sexta-feira. Este online sabe que a escolha para Chefe de Estado Maior das Forças recaiu sobre o coronel António Monteiro, “Tuínga, ex- comandante da Guarda Costeira  que saiu do activo em choque com Adalberto Fernandes.

Actualmente o coronel desempenha as funções de capitão dos portos de Barlavento. Não conseguimos confirmar a informação junto de fonte oficial, pois “ninguém quer antecipar o anúncio do Presidente da República”. Mas confirmamos que o coronel António Monteiro fez vários contactos junto de oficiais superiores no sentido de constituir a sua equipa antes de dar o sim ao primeiro-ministro. Inclusive junto de oficiais  com quem ” teve problemas no passado, para garantir um amplo apoio”. Apoio  esse que é necessário ,pois precisa de formar uma equipa visto que todo  Estado Maior se demitiu.

De acordo com diversos oficiais superiores contactados por este online, neste momento os candidatos com currículo para o cargo não são muitos e resumem-se a três: os coronéis Jorge Martins e António Monteiro e o tenente coronel Anildo Morais.

Deste quadro as nossas fontes consideram que o coronel Jorge Martins, comandante da guarda é o que tem menos possibilidades, porque nessa qualidade vai ter que responder pelos acontecimentos de Monte Tchota. Aliás foi ele que esteve na conferência de imprensa a reconhecer que “as comunicações falharam”.

O coronel António Monteiro, actualmente a exercer o cargo de Capitão dos Portos de Barlavento, depois de deixar o comando da Guarda Costeira, era tido como o terceiro na hierarquia nas FA e tudo apontava que um dia seria CEMFA. Mas, a sua saída, dizem as nossas fontes, em “divergências ou fruto da política de terra queimada do CEMFA Adalberto Fernandes”  deixaram o cargo mais longe de Monteiro. Mas, no meio castrense o seu currículo e a sua postura fazem dele um “bom candidato”.

  1. joão Fortes

    Foi capitão dos Portos de Barlavento na ilegalidade, todos na agencia marítima sabem.

  2. Rogério Oliveira

    Liderança é paixão!
    Liderança é paixão do superior para inferior hierárquico, bem como do inferior para com o seu superior.

    A função do CEMFA não é brincadeira dever-se-á ser uma escolha sabia (prudente, astuta e cuidadosa), que vai para além do Curriculum Vitae e do posto, visto que, o desafio maior impõe que esteja há frente da instituição castrense um verdadeiro “líder” capaz de inverter a pirâmide militar. Com a presente visão Os soldados aparecerão no topo da pirâmide e, consequentemente resolver-se-á o problema de comunicação e liderança presente nas estruturas tradicionais (verticais) militares.

    Percebe-se que instituição militar esta cada vez mais politizada! A disputa para o cargo do CEMFA, parece ser ou se confunde mais com uma campanha política! Outrossim é basta observar a sondagem recentemente apresentada pelo jornal a Nação onde aparece na sondagem somente 4 candidatos incluído a que se apelidada de “Ninguém”. Foi excluído da presente sondagem cerca de 12 Tenentes-coronéis e, ainda para a ironia do destino o candidato vitorioso foi o 4º candidato ou seja “ Ninguém” HHH (A abstenção ganhou), contudo não se sabe qual foi o objectivo do jornal a Nação, visto que, a Lei Orgânica militar foi atropelada.
    O Jornal Noticias do Norte, também insistiu no mesmo erro deixando os outros Tenentes – coronéis de fora da jogada. (rasgando assim o Estatuto dos Militares).
    Desta forma só resta perguntar aos candidatos qual foi o valor investido na presente campanha e, também perguntar às entidades competentes se a comunicação não é regulada nesse País.
    Em suma, é uma vergonha ver os jornais deste pais desinformando os seus utentes. A instituição castrense não pode ser confundida com as demais instituições do País, possui um ritual próprio.

  3. Carlos Fortes

    Eu que fui simplesmente Capitão no Exército Colonial, estudado no Instituto de Altos Estudos Militares, IESM em Portugal, tive o (des)prazer de encontrar quando duma visita oficial a Cabo Verde nos anos de 80 do século passado com alguns oficiais em Cabo Verde como Toi de Suna e outros cujos nomes não recordo neste momento, creio também capitães e majores que deverão estar já reformados e com a patente de coronel ou posto superior.
    Eu pergunto qual será a capacidade e a competência desses indivíduos, semi-analfabetos, pretensiosos e arrogantes, que surgiram depois da independência com tantas estrelas e patentes superiores? O resultado está à vista de todos. Até parece que Cabo Verde tornou-se uma segunda Guiné -Bissau!
    (Des) ditosa a Pátria que tais militares teve!

  4. Se há irregularidades ou não, só os proponentes as sabem, mas pelo que ouvi, somente ele, neste preciso momento, encontra-se avontade para esta dura tarefa. Embora tenha desentendido com o Bebeto, surpresa nenhuma, para os que conhecem o bebeto. Os únicos beneficiários, caíram, infelizmente juntos com ele. Como a vida da volta, o Bebeto, passa ao seu maior inimigo, a passagem do testemunhos, embora num contesto que entrestece toda a Nação. Diria que o Alberto Fernandes, ficou vítima d sua ignorância e arrogância, a justiça divina demora, mas falhe, agüentes agora, ex-chefão.

  5. Joao Lima

    Optima escolha! Parabens!

  6. Martinho

    A questão da capacidade e da competência levantada neste espaço, relativamente aos oficiais das forças armadas no período pós independência, parece-me muito superficial. É bom lembrar q travou-se um luta de libertação q culminou com a independência de dois países. Era eu ainda um miúdo de apenas 11 anos e lembro-me bem q aqueles militares eram os nossos heróis na vida real, pois na época lia-se muita banda desenhada.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2018: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.