Jorge Da Luz: “Os adversários têm uma certa cegueira propositada para ver aquilo que é óbvio”

16/05/2016 08:20 - Modificado em 16/05/2016 08:20

JORGE DA LUZA bancada do MpD foi o suporte durante o mandato da Câmara Municipal de São Vicente, sempre ao lado da edilidade, aprovando os projectos e orçamentos. O mandato, como caracterizado por Jorge da Luz, líder da bancada do MpD na AMSV, foi marcado por uma política centralista do ex-Governo e a luta da CMSV para conduzir São Vicente rumo ao desenvolvimento.

“A Câmara trabalhou num ambiente difícil com muitas dificuldades resultantes de uma política centralista e hostil ao poder local, o que dificultou muito o trabalho. A Câmara, com todos estes constrangimentos, colocando São Vicente em primeiro lugar, não se coagiu de esforçar no sentido de trazer para São Vicente aquilo que é a aspiração dos munícipes”.

A retrospectiva de Jorge da Luz do último mandato é um esforço da edilidade em conseguir levar por diante os projectos e programas para o desenvolvimento da ilha enquanto que o Governo dificultava o trabalho através de um centralismo. Para Jorge da Luz, “a CMSV lançou mãos a tudo aquilo que a lei lhe permitia para conseguir conduzir São Vivente rumo ao crescimento”.

No geral, considera que foi uma boa gestão por parte da CMSV, com os orçamentos com uma taxa de realização acima dos setenta e cinco por cento e que, apesar das dificuldades, conseguiu trazer uma certa dinâmica para São Vicente. “A Câmara investiu e quando não teve recursos, trouxe programas de empréstimo, onde podemos ver que a gestão é boa e os munícipes estão contentes disso”.

Os desafios continuam e elege como principal, o de encontrar meios para ajudar a ilha a nível do desemprego, o desafio da juventude.

Falta de visão estratégica para São Vicente?

O PAICV em São Vicente critica a edilidade de falta de visão estratégica para o desenvolvimento da ilha. Crítica refutada pelo líder da bancada do MpD assumindo que o executivo tem a visão certa para a ilha.

“Teve uma visão adequada ao momento e às aspirações dos mindelenses. Tivemos uma política direccionada para colocar São Vicente em primeiro lugar. Fizemos a distribuição dos recursos de forma muito liberal levando a todas as zonas a sua parte. Uma visão de auscultação e de atendimento aos munícipes com celeridade. E temos uma visão”.

Visão esta que se estriba, segundo Jorge da Luz, no respeito pela dignidade humana. O problema para Jorge da Luz “é que, às vezes, os adversários têm uma certa cegueira propositada para ver aquilo que é óbvio”.

Assembleia Municipal

“Tudo o que a Câmara conseguiu realizar neste mandato foi fruto de um trabalho de concertação muito forte entre a bancada e o executivo” e, desta forma, Jorge da Luz remete para a sua bancada também a sua cota parte na governação da ilha. Como bancada suporte do executivo, aprovou, votou a favor todos os projectos e orçamentos e planos da edilidade. E ao olhar para a actuação da bancada, diz que foi muito positiva.

Da Luz fala em diálogo e concertação com outras bancadas visto que não foi chumbado um único orçamento neste mandato.

Relações com a UCID

A UCID esteve com o executivo em quase todo o mandato. No último orçamento aprovado, a UCID começou por se distanciar do MpD, ameaçando chumbar o orçamento. O que não se verificou depois da coordenação dos dois partidos terem conversado. Facto que não deixou muito feliz a bancada da UCID na Assembleia.

Jorge da Luz olha para a UCID como companheira e que sem a UCID não se teriam aprovado os instrumentos necessários para o funcionamento da CMSV. “A UCID foi nossa companheira na governação de São Vicente e, sem a UCID, não teríamos aprovado os instrumentos. Cada partido assume as suas responsabilidades e a UCID esteve até ao fim”.

Na última sessão da AMSV foi aprovado o projecto para o ex-Consulado Inglês. E o voto a favor da UCID, para Jorge da Luz, foi a prova que as divergências foram circunstanciais e que sempre se manteve um diálogo aberto mesmo quando, nas últimas sessões, o tom da UCID foi crítico em relação à actuação do Presidente da CMSV. “Estamos num período pós e pré eleitoral e achamos bem que cada partido deva definir as suas estratégias e fazer o que achar melhor para o eleitorado ter claras as suas decisões”.

A fiscalização da CMSV

“A bancada fiscalizou, quer passivamente quer activamente, o executivo de uma maneira muito séria e responsável, demonstrando o melhor para São Vicente. Houve momentos em que a parte externa acusou a Assembleia de ilegalidade das sessões ordinárias. É de se dizer que foi a Câmara que mais cumpriu os prazos e regulamentos. Da nossa parte, fizemos aquilo que era possível fazer e propusemos e estamos satisfeitos com a nossa realização”.

De todos os ganhos em diversas áreas tais como o urbanismo, o desporto, a saúde, a organização social, os projectos sociais, elege o turismo como a área que merece mais atenção por parte das autoridades. “Uma área onde pensamos poderia ter sido feito mais. Mas o ambiente hostil relativamente ao município de São Vicente por parte dos decisores nacionais não desenvolveu o seu potencial turístico”.

  1. Anildo Ramos

    Pura hipocrisia. Ele diz na comunicação social, claramente o contrario, do que diz á boca pequena aos militantes e amigos do partido. A necessidade faz o monge. É que não há concertação nenhuma entre a bancada e o executivo. O Augusto nem passa cartão ao Coordenador do partido menos ainda ao lider da bancada. À procura de mais um mandato de pobreza e miséria para S.Vicente. Mais do que doutorados esta ilha precisa de gente com CARACTER. Ele que reaja aqui mesmo afirmando quando e quantas vezes neste mandato esteve reunido com o chefe do executivo para tratar dos temas da Assembleia. Eles nem se falam.

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