Show-off: CEMFA abre as portas dos quartéis à comunicação social

11/05/2016 08:23 - Modificado em 11/05/2016 08:23

quartel FAApós o massacre no destacamento militar de Monte Tchota que resultou em onze mortes, o Chefe de Estado-Maior (CEMFA) demissionário, Alberto Fernandes, dá ordem para que os portões dos quartéis sejam abertos à comunicação social, de forma a deitar “por terra” as teses de maus-tratos, fome e falta de condições. Para militares ouvidos por este online “isso não passa de folclore e a medida terá efeitos contrários, visto que abrir as portas dos quartéis por umas horas não vai provar o que se pretende provar”.

Este online há três anos mediante as denúncias de maus tratos sobre os recrutados, solicitou ao centro de Instrução do Morro Branco que nos fosse permitido fazer uma reportagem que tinha por objectivo acompanhar um pelotão de recrutas desde a chegada até a partida nunca recebemos a autorização. Da nossa parte também consideramos que o CEMFA demissionário está a procura de propaganda de gosto duvidoso pois ninguém vai maltratar ninguém na presença da comunicação social: a mulher de César não basta ser séria tem de parecer séria.

O CEMFA contradiz o ditado “depois da casa arrombada, cadeado à porta”, isto depois da instituição ter sido acusada de não reunir as melhores condições e de maus-tratos aos militares. Acusações que surgem depois do militar, Entany ter confessado ser o autor das onze mortes no destacamento de Monte Tchota como forma de se vingar dos maus-tratos de que, alegadamente, foi alvo. A chacina que chocou o País e inclusive as Forças Armadas originou uma procura desenfreada de respostas e justificações, onde muitos recorreram às redes sociais para darem a própria opinião, inclusive ex-militares. Alguns asseguram que têm consciência que a tropa não é para ser “pêra doce” senão iam para o ginásio, mas outros reconhecem que, por vezes, a forma como são tratados não é a mais adequada.

Todavia, as FA refutam as acusações e, assim sendo, o CEMFA diz que “face às últimas notícias veiculadas nalguns órgãos de comunicação social do País pondo em causa a imagem da instituição e dos seus responsáveis, o Chefe de Estado-Maior das Forças Armadas decidiu abrir as portas dos quartéis e dos destacamentos a nível nacional aos órgãos da comunicação social para constatarem ‘in loco’ a veracidade dos factos e inteirarem-se do funcionamento dos mesmos e das condições de vida dos soldados”. Assim, o CEMFA permite à comunicação social “recolher imagens, fazer entrevistas para demonstrar o dia-a-dia no interior dos quartéis e destacamentos” de acordo com o jornal ‘A Nação’”.

As visitas começam na quarta-feira, no Centro de Instrução Militar do Morro Branco, em São Vicente, seguida dos Comandos das 1ª e 2ª Regiões Militares, em São Vicente e Sal, respectivamente. As mesmas terminam no Comando da 3ª Região Militar, na Cidade da Praia, que tutela o destacamento militar de Monte Tchota, a cerca de 30 quilómetros da capital do País.

O Notícias do Norte não irá a essas visitas, mas mantemos a nossa proposta de enviar um jornalista para viver no Centro de Instrução  durante o tempo da recruta e documentar o que se vai passar.

  1. atento

    casta de lugar velho é esse? trabalho urgente sr. UCS. um lugar desse de destaque ca podê estót dess manera velhinha velhinha

  2. CidadaoCV

    Pois é … “show-off” de mão gosto. Para já só o aspecto degradado da fachada principal do edifício da FA, é demonstrativo de desleixo ….

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