Lídio Silva: “não houve sintonia entre a bancada na AM e a direcção da UCID”

11/05/2016 08:15 - Modificado em 11/05/2016 08:15

Lidio SilvaA bancada da UCID na Assembleia Municipal, quando se aproxima o fim do mandato, faz um balanço dos trabalhos da Assemelha, da performance do executivo e da actuação da bancada nos últimos quatro anos em São Vicente.

Lídio Silva, líder da bancada da UCID na AMSV, no seu balanço dos quatro anos de mandato do executivo afirma que foi “extremamente negativo”, mesmo reconhecendo que houve algumas coisas feitas. Neste sentido, explica que o Presidente não oferece nada a ninguém e que a Câmara Municipal deve gerir o que as pessoas contribuem através de taxas e impostos.

“A CMSV tem à frente é um gestor público que recebe para aplicar. Tem de ter a capacidade de, criteriosamente, definir um plano para aplicar os recursos para melhorar a qualidade de vida dos munícipes. Não houve nada planificado e orientado, apenas navegação à vista”.

Balanço da actuação da UCID

No que cabe à sua bancada, assume que tentaram fazer mais, mas a actuação não foi a melhor devido à falta de sintonia entre a direcção do partido e a bancada municipal. “Em vários momentos não tivemos esta sintonia e, lógico, isso prejudicou a situação, assim como as substituições também dentro da nossa bancada. Tudo isso criou constrangimentos”.

Nesta situação, realça a tentativa de voto contra o orçamento e plano de actividades para 2016. Em conferência de imprensa assumiu que iriam votar contra. Com as negociações entre a direcção dos dois partidos, Lídio Silva optou por dar liberdade de voto aos seus deputados. E essa ocasião, como confirmou, beliscou a imagem do partido e da bancada.

Os trabalhos da Assembleia

Lídio Silva marca a sua presença na Assembleia com constantes participações e sugestões sobre projectos e uso dos recursos da edilidade. A Assembleia é formada por comissões especializadas que procuram abranger todas as áreas. A área do urbanismo é liderada por Lídio Silva que mostra também uma certa insatisfação pelo trabalho realizado, acreditando que poderia ter sido feito muito mais.

A resolução dos pedidos dos munícipes pela CMSV é outro ponto que levanta. Em todas as sessões, os munícipes têm a oportunidade de exporem as suas preocupações à plenária mas, segundo Lídio, isso não tem tido o devido encaminhamento por parte da CMSV. “Não temos influência em relação ao seguimento daquilo que a CMSV faz, pelo menos não estamos satisfeitos com as reivindicações justas dos munícipes porque o Presidente, de uma forma geral, ignora”.

Reclama a falta de meios por parte da AMSV, já que “o Presidente faz o que quer”.

“Desta vez, não haveria necessidade de acontecer o que está acontecer porque a mesa foi democraticamente constituída (com membros dos três partidos). Mas faltou garra política para obrigar o cumprimento da lei”, afirma.
Acrescenta ainda que existem leis que dão poder à Assembleia Municipal de um lado e o retiram do outro.
CMSV a governar para terceiros

“A CMSV sempre foi condicionada por terceiros, mas com esta edilidade, tem sido muito mais. Há muita gente a mandar na sombra e não temos como controlar. A Assembleia como órgão fiscalizador não tem todos os poderes”.
Para defender esse ponto de vista, fala do calcetamento. Lídio Silva admite que muito calcetamento foi feito, mas que poderia ter tido uma melhor abordagem. É preferível que se comece a calcetar de cima para baixo, porque quando chove, a água vem e transporta todo o entulho. Mas fazem ao contrário para alimentar clientela ou para beneficiar amigos, fazem de baixo e, todos os anos, quando chove, vêm limpar o entulho”.

Outro ponto são as tocatinas na Rua de Lisboa que acontecem todos os sábados. Para Lídio, o espaço da Praça Dom Luís poderia servir perfeitamente para fazer este tipo de actividades, que “congestiona o trânsito” nos fins-de-semana.

E essa insistência na realização destes concertos na Rua de Lisboa prende-se com o facto de, segundo Lídio Silva, “haver determinados compromissos que poderão ter com as pessoas da Rua de Lisboa”.

Da UCID aguardava uma atitude mais activa e proactiva da edilidade, porque o que “faz é somente engraxar este e aquele e não toma as decisões que deveria tomar”.

  1. O Sr. Lidio deve acatar às ordens dadas pelo Presidente António Monteiro, quanto é para viabilizar o desenvolvimento de S.Vicente deve-se dar todo o apoio, mas parece-me que o Lider não acata às ordens do partido por causa de pequenas questões das suas propostas que esperam ser resolvidas, mas que a Câmara já deu alguns sinais para sua resolução. mas há outras prioridades por parte do Edil.

  2. SIMPATIZANTE DA UCID

    A UCID NÃO TEM NADA A RECLAMAR. Quem é responsável por esta aliança entre a UCID e o MPD na Câmara? Não fomos nós eleitores. A Direção da UCID que tomou a decisão em troca de …

  3. Julio Goto

    …todos os anos passaram a UCID e o MPD a liderar a Camara .Um belo dia as propostas nao foram chumbadas porque a UCID defendeia e apostou nos interesses do POVO de Mindelense.
    Nas vesperas das eleicoes tudo e negativo .
    Politicos de Cabo Verde pensam no seu BOLCO o Ze Povinho so serve para lhes garantir os aninhos na MAJEDOURA seja ela Camara Municipal ou no Parlamento.

    Viva Gust

  4. Valdemar Pereira

    Louvo e aplaudo a reacção do Dr. Lidio Silva, pessoa honesta e respeitada por todos.
    Ao companheiro vai um fraterno abraço

  5. UCIDISTA

    O POVO ESTÁ DE ACORDO COM TUDO O QUE DR. LIDIO SILVA DISSE.
    O ANTÓNIO MONTEIRO É QUE NÃO DEIXA A UCID TRABALHAR. PARA O MONTEIRO SUBIR ELE SUFOCA O PARTIDO. MUITOS ABANDONARAM O PARTIDO POR CAUSA DA ACTITUDE ARROGANTE DO MONTEIRO. ELE ESTÁ NAS TINTAS PARA COM O POVO, ELE SÓ PENSA EM SUBIR NA VIDA, ELE ESQUECEU QUE VEIO DA POBERZA, MAS O SEU ESPÍRITO CONTINUARÁ SEMPRE POBRE. SINTO PENA DELE COMO PESSOA.

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