Correios de Cabo Verde: 30 mil contos de desfalque acumulados

10/05/2016 08:18 - Modificado em 11/05/2016 11:44

correiosOs Correios de Cabo Verde parecem “a casa da sogra” no que toca ao controlo para evitar que os funcionários “metam no bolso” o dinheiro dessa empresa do Estado. Ao longo de vários anos e passando por diversas administrações, os desfalques acumulados atingem os 30 mil contos. De acordo com uma fonte anónima por e-mail e confirmada com anteriores gestores e com o actual PCA, são estes os casos de desvios ocorridos nos Correios nas Agências presentes nas diversas ilhas:

Maio – desfalque de quase 1.000.000$00

Mindelo – 1.500.000$00

Fogo – Cova Figuera – 2.000.000$00

Fogo – Mosteiros –  5.000.000$00

Boa Vista –  7.000.000$00 (dois funcionários)

Espargos – 1.500.000$00

Ainda existem casos nas agências do Porto Novo, Fazenda, Calheta São Miguel e São Domingos cujos montantes, este online ainda não conseguiu confirmar. Mas tudo indica que os desfalques nos Correios de Cabo Verde se configuram como endémicos “que faz parte da característica da empresa”.

A Presidente do Conselho de Administração dos Correios de Cabo Verde, questionada pelo NN sobre estes desfalques, respondeu: “confirmo a existência de algumas situações, sendo que todas as registadas na vigência deste Conselho foram tratadas de acordo com as normativas internas e a lei laboral em vigor. As situações que transitaram de anteriores Administrações estão a ser igualmente endereçadas dentro das opções que o quadro legal permite”. Antigos gestores também disseram ao NN que agiram disciplinarmente perante os casos que foram surgindo, negando também qualquer responsabilidade pelos desfalques feitos pelos funcionários da empresa. Mas será assim? Porque existem tantos desfalques? Como é possível em pequenas agências ter havido desfalques de 7 mil contos? Na procura de uma resposta a esta questão, visto que os gestores sacudiram o capote como se não fossem responsáveis por aquilo que os funcionários fazem, encontrámos um estudo académico com este tema: Controlo Interno e Gestão dos Correios de Cabo Verde S.A.R.L – Universidade Jean Piaget de Cabo Verde – Campus Universitário da Cidade da Praia – Caixa Postal 775, Palmarejo Grande, Cidade da Praia, Santiago, Cabo Verde – 18.2.14 . Elsa Tavares Pereira Controlo Interno e Gestão dos Correios de Cabo Verde S.A.R.L”. Quem quiser, pode consultar este link.

.http://bdigital.cv.unipiaget.org:8080/jspui/bitstream/10964/491/1/Monografia%20Elsa-Sim%C3%A3o%20Paulo%20janeiro.pdf[1]

Deste estudo, registámos que “o controlo interno é um processo efectuado por pessoas da direcção, da gestão e outro pessoal designado para fornecer uma razoável certeza acerca do cumprimento dos objectivos em três categorias a saber: eficiência e eficácia (rendimento) das operações, confiança nas demonstrações financeiras e conformidade com as leis e regulamentos”. E tudo indica que a razão para os desfalques em género de praga que assolam os CCV tem a ver com a falta de controlo interno.

Um técnico da área da auditoria que respeitamos o pedido de anonimato, não tem dúvidas que o problema dos desfalques nos CCV tem a ver com a falta de controlo interno. Pois no seu entender, “nesta empresa o sistema de controlo é deficiente e, para agravar a situação, não existe um Director de Gabinete de Auditoria enquanto que a empresa tem quadros com competência para assumir o cargo”. Defende que por este motivo o controlo é frágil e os funcionários apercebem-se que não há controlo “e, como diz o ditado, a ocasião faz o ladrão”. Questionado sobre as medidas sancionatórias aplicadas pelas diversas administrações, considera que “não resolvem o problema. E tanto é, que continua a haver desfalques e com acusações de tratamento discriminatório nalguns casos”.

O que fazer?

Este auditor defende que os CCV podem travar “a praga de desfalques mas, por algum motivo, os responsáveis não tomam as medidas necessárias”. Diz ainda que podem ser tomadas medidas para a prevenção de riscos de fraudes tais como a recolha diária das receitas e o depósito diário na conta da sede, não deixar que o dinheiro durma nas delegações, controlo online, auditorias mais frequentes.

  1. Isto não poderá acontecer mais, esperamos que o novo Governo empossado terá que tomar medidas para resolver de vez esta situação, tratando-se de muito dinheiro em jogo há que cobrar dos funcionários.

  2. suely

    Esse tecnico o que faz na auditoria? Devia trabalhar no sentido de evitar esses desfalques, afinal esse é a sua função. Secalhar está á espera de receber o cargo de Director para exercer o seu trabalho como deve ser. Trabalham e levam os correios para frente. Oportunistas

  3. Augusto Galina

    Desfalque passou a ser desporto nacional de incompetentes. As autoridades não podem permitir qualquer deslise. Desfalque é roubo, é falta de honestidade, é vergonha do cidadão.
    Imperdoàvel !!!

  4. Eduardo Oliveira

    Estamos ainda muito atrazados e passamos por cima do mais elementar. Fazemos como os merceeiros da periferia que guarda os tostões debaixo do colchão.
    A primeira medida a levar em conta consiste em ordenar que as despesas diàrias sejam depositadas no dia util seguinte na Conta do Estado. A acumulação das receitas provoca a tentação e favorece as falcatruas.

  5. bla bla

    ami um taba costaba di sab um kuza so,culpado djes sabi é kenha, nha pergunta é kuze ki es ta fazi kuel, es ta corri kuel de CCV e dja sta? dje bai ku bolço cheio e dali nus dia el sta na oto impreza poblica pa ba uza mesma tecnica, unton dja sabedo.
    un ta ba trabadja la ora ki es kre da conta un ta sta ku bolço cheio, seta pom na rua e es tem ki idimizam.

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