Trabalhadores da OADISA vivem em situação de penúria

3/09/2012 07:01 - Modificado em 3/09/2012 07:01
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Os quatro funcionários da Organização das Associações de Desenvolvimento Integrado de Santo Antão estão há seis meses sem receber o seu salário. Com o desespero a assombrar-lhes a vida clamam por um sinal no fundo do túnel. Uma vez que sem ver a cor do seu dinheiro deslocam-se todos os dias a instituição e depois regressam a casa de mãos a abanar.

 

Os trabalhadores da OADISA, na cidade da Ribeira Grande, ilha de Santo Antão, vivem em situação de penúria há seis meses. Desde do mês de Fevereiro que os responsáveis da organização não arcam com as responsabilidades quanto ao pagamento dos salários aos quatro funcionários.

Segundo o que apuramos “todos os dias, os quatro trabalhadores deslocam-se as instalações da instituição para fazerem o registo de entrada no serviço. Estes permanecem algumas horas no serviço a espera que apareça algum trabalho para fazerem, ou que os responsáveis lhes paguem parte do seu salário. E como não surgem nem um, nem outro eles regressam a casa de mãos a abanar”.

Com o não pagamento dos salários os funcionários enfrentam dificuldades e continuam a trabalhar a mercê da sua sorte. Mas a verdade é que a OADISA continua ser dar uma luz verde aos quatro trabalhadores que anseiam receber o seu salário para sustentarem os filhos e pagarem as dívidas.

Para resolver a situação convocaram uma reunião com a direcção da OADISA, que não compareceu. Pelo que os quatro trabalhadores, em concertação com o Sindicato Livre dos Trabalhadores de Santo Antão vão realizar um encontro para encontrar uma forma de fazer com que a OADISA assuma as suas responsabilidades no pagamento dos salários em atraso.

Mas a vida dos funcionários da organização criada em 2000 parece que vai continuar a ser madrasta, enquanto não houver uma decisão sobre o futuro da OADISA, que se se encontra mergulhada em dívidas, desde de 2005.

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