Colega de Entany refuta as alegações de maus-tratos, mau relacionamento e isolamento em Monte Tchota

10/05/2016 08:08 - Modificado em 10/05/2016 08:08

monte tchotaO massacre em Monte Tchota tem as famílias desoladas com a perda de oito militares e três civis e, no seio das Forças Armadas, os colegas do homicida confesso também estão consternados com o sucedido. Porém, um fuzileiro e colega de Entany, o suspeito do crime, contradiz as afirmações do mesmo sobre os alegados maus-tratos e o mau relacionamento com colegas e superiores.

“Ele não tinha nenhum conflito, nem houvera nenhum desentendimento com ninguém. Custa acreditar no que fez. Fiquei apavorado e acho muito estranho ele ter feito isso aos colegas”, assegura um fuzileiro em entrevista ao Expresso das Ilhas. Este, sob anonimato, relata como é o dia-a-dia no destacamento em Monte Tchota e refuta a tese de Entany de maus-tratos, assim como a falta de comunicação e que os militares destacados passam fome.

O fuzileiro confessa que no destacamento militar em Monte Tchota, a posição de sentinela é a que tem mais responsabilidade, uma vez que durante o dia nem há muita coisa para fazer e que nos tempos livres jogam cartas, futebol e vêem televisão. Todavia, “tínhamos reparado que Entany gostava muito de jogar no telemóvel jogos bastantes agressivos, de Sniper e missões o que pensámos ser normal, visto que é fuzileiro naval…”, diz o militar.

“Temos boas relações com os superiores”, assegura o entrevistado, que acrescenta que semanalmente se reúnem com os chefes e são questionados sobre o funcionamento no destacamento e inclusive perguntam se não acontecem abusos ou bullying. Sendo rejeitada a ideia dos maus-tratos, o fuzileiro explica que o que “acontece às vezes, é quando os soldados têm um mau comportamento, são advertidos com castigos como flexões de braços e pernas”.

O colega do homicida confesso deita ainda abaixo a tese da falta de comunicação e do isolamento do destacamento militar, uma vez que existe um telefone fixo disponível 24 horas por dia, onde “qualquer militar pode contactar os seus familiares ou entrar em contacto com as outras regiões”. Também a “teoria da fome” é refutada pelo fuzileiro que garante que “o destacamento é abastecido todas as semanas com alimentos e água e não sentimos carência dos alimentos. Posso dizer o contrário, porque muitas vezes sobram muitos alimentos que são deitados fora. O único problema é que excepcionalmente, o cozinheiro não confecciona bem os alimentos: coloca muito sal ou as refeições ficam cruas. Aí, não há outra solução a não ser comer para não passarmos fome no destacamento durante o serviço”.

  1. nn

    uma maravailha. tudo bonito. tudo lindo. Monte Totcha não tem problema nenhum. aquilo era uma Hotel 5 estrrelas. Não havia nenhum problema e os soldados “mau comportados” de vez enquando tinha de fazer flexões de braços … enfim … uma estância turística para os bravos do peletão. Só que … entretanto hoje em dia esses grandes homens que estão na FA tẽm que viver com isso : 11 Mortes. 8 Soldados. Nem na guerra de Guiné no tempo colonial se morreu tantos caboverdeanos. mas a culpa nao é de ninguém pelos vistos. Para quando se começa a discutir a sério a extinção das forças armadas tal como existem hoje em dia ?

  2. Soldado

    Esse soldado foi a mando dos superiores para dizer a comunicação social que está tudo bem, se calhar já ofereceram a ele o posto de sargento… é o que acontece dentro dessa incorporação cada um procura o seu lado… sou militar fuzileiro dessa incorporação nesses dias andam a tentar limpar o nome das forças armadas oferecendo posto ao soldados para levar o bom nome das forças armadas a comunicação social. Não sou contra o preparamento que fazem aos militares porque temos de nos estar preparado fisicamente, a unica coisa que sou contra são os maus tratos que eles fazem. O pior que ninguém teve a coragem de dizer é que as forças armadas é para os “sampadjudos” com melhores cargo, e até para entrar no quadro das forças armadas a prioridades é para eles. Quem acha que estou a mentir é só ver os quadros das forças armadas, será que só eles tem capacidade para ocupar tal posto?

  3. Dos Santos Marques J

    Bom dia!
    Depois do caso Ze Catana cujo o Castrente (….) se pretendou a defender o tese e estudar o caso do Z, agora estamos perante um outro caso similiar, (em que ficamos), mais um outro castrense. é imperativo estudar:avaliar casos do género!
    A Bem da Naçao!

  4. Denis Fontes

    Kusas tene história muito tcheu, nada inda ka sta esclarecido conforme passa, é ka possível pa kel k passa, só pode ser um acto terrorista ku storia mas complicado, uma pessoa k na curta distância bate com carro e parte o carro, como consegue dirigir de rui vaz à praia? Como é possível taxista apanha-lo na fazenda junto bombeiros logo quando deixou um passageiro. Coincidência a mais? Porquê sê-lo logo ele taxista, que já foram colegas de quarto e mais!!!!!!!!
    Aqui fica algum aviso para investigadores!!!!!!! Como é possível um caso deu-se na madrugada de segunda só vieram a saber na terça quase meio dia? O que falhou ou complicidade ou desleixo ou profissionalismo?

  5. Gastão Elias

    Eu perguntava ao militar que fez estas declarações, porque razão no Destacamento de Monte Tchota, que não está em guerra se entrega a uma sentinela balas reais, quando o normal em todo o mundo e em todos os exércitos e haver 3 balas, sendo duas salvas e uma real. Avistado um vulto a 50 metros, a sentinela mando-o parar. Se não o fizer ao segundo aviso dispara uma salva e até chegar á bala real. Mas o estrondo da salva acordo todo o corpo de guarda. Em Monte Tchota as coisa não eram assim.

  6. eder fortes

    eu concordo com as tuas palavras….como é k ele nao sabia conduzir o taxi, mas conseguiu dirigir aquela carrinha branca??? e muito mais???

  7. michael

    O ENCALHE DO CAPITÃO DO MAR ANTÓNIO DUARTE MONTEIROEm posição de destaque num jornal daqui do país, com um titulo pomposo “Capitão-do- mar António Duarte Monteiro na calha para CEMFA”. O artigo começa com um enquadramento legislativo da escolha deste oficial a este elevado cargo, falando de cada possível candidato e fazendo a devida ressalva que nestes casos que não existem, os Tenentes-coronéis e/ou Capitães-de- Navio também passam a ser candidatáveis.Até aqui tudo certo, depois desta explicação legislativa, o artigo começa a publicitar o oficial acima referido falando do seu trajecto profissional e da sua formação. O oficial, de acordo com o artigo, tem formações a dar com pau, licenciado em Engenharia de Navegação – Academia Naval de Baku, esqueceram -se de frisar que o oficial tem quinto ano de escolaridade ou seja 10º ano actual, a formação deste oficial não é militar, ou seja, não tem titulo de licenciado em ciências militares. No que se refere ao curso de estado-maior este oficial é de uma inteligência fora do normal, conseguiufazer o curso senior staff college (estado-maior) em seis meses, sendo 3 de língua e restantes 3 da formação propriamente dita, num curso com a duração de 1 ano. Esse oficial conseguiu fazer essa formação com o posto de 1º Tenente enquanto que a graduação mínima exigida e normal para a frequência desse curso é de Major, ou seja uma diferença de 2 níveis de graduação, representando a frequência de 2 cursos de formação militar e aproximadamente 10 anos de experiência e vivencia militar. É de facto uma proeza.Acerca da sua performance como oficial é de um mar de desentendimentos.Desentendeu-se com o Ministro, com o CEMFA, com a maior parte dos oficiais da Guarda Costeira, puniu metade dos militares da esquadrilha naval, no seu comando enquanto comandante da Guarda Costeira cerca de oito oficiais pediram abate aos quadros, muitos por culpa do mesmo, de facto desentendimentos ao longo da sua carreira não falta, chega-se a perguntar se este oficial tem capacidade de liderança.Só para a clarificar o desentendimento entre este oficial com o ministro e o CEMFA, não foi por nenhuma frontalidade e rigorosidade, mas sim pelo facto de o ambiente de trabalho na Guarda Costeira na altura do seu comando estava muito mal, que teve como consequência o seu afastamento do cargo e a colocação do actual comandante.Existe muito mais para escrever sobre este Capitão-do- mar, considerando que o presente artigo tinha com objectivo apenas a desmistificação do artigo acima referido ficaremos por aqui, por enquanto.

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