Professores e encarregados de educação insatisfeitos com o novo SNAA

10/05/2016 08:03 - Modificado em 10/05/2016 08:03

professorO modelo de avaliação final do novo Sistema Nacional de Avaliação das Aprendizagens dos Ensinos Básicos e Secundários não agrada aos pais, encarregados de educação e professores. Os entrevistados que se dizem preocupados com a qualidade do ensino e a aprendizagem dos seus educandos, consideram o novo sistema “extremamente exigente, fora do contexto da realidade do País” pelo que irá contribuir para o mau aproveitamento dos alunos e acabar com os objectivos conseguidos até hoje.

O actual sistema de avaliação final denominado ”Caderno de Orientação para Avaliação Final” passará a vigorar neste presente ano lectivo. Professores, pais e encarregados de educação foram informados apenas em Maio. O modelo de avaliação final está a provocar uma onda de descontentamento por parte das comunidades educativas que dizem estarem assustadas e preocupadas com as exigências do documento submetido pela Direcção Nacional de Educação em medos do mês de Abril.

De acordo com o novo Sistema Nacional de Avaliação das Aprendizagens dos Ensinos Básicos e Secundário, Decreto Lei nº 71/2015, de 31 de Dezembro, os alunos do 1º, 2º e 3º ciclo do Ensino Básico serão submetidos a provas e/ou exames nacionais e concelhias com duração de 45 minutos.

Conforme o referido decreto-lei, “as provas nacionais de avaliação de conhecimentos e de competências serão aplicadas em todas as Escolas Básicas e Secundárias do País, nos diferentes anos de escolaridade 4º, 6º e 8º anos, nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática. Enquanto que as provas concelhias de avaliação de conhecimentos e de competências serão aplicadas aos alunos do 2º, 4º, 6º e 8º ano nas variadas disciplinas e com a mesma duração.

As provas nacionais e concelhias terão a duração de 45 minutos com tolerância de 15 minutos. Os alunos deverão ser submetidos a duas provas diárias com um intervalo de 30 minutos entre as duas provas/cadernos de situação por objectivo e de integração.

Os professores entrevistados pelo NN, acreditam que o novo sistema só irá penalizar os alunos uma vez que o sistema é “extremamente exigente” que até pode levar alunos ao bloqueio. Auxília, professora do EBI, diz não estar satisfeita com o modelo de avaliação final pois os alunos ainda são bastante novos para serem submetidos a uma pressão tamanha. A mesma avança que não esperavam uma mudança drástica no que concerne à avaliação dos alunos.

A professora Samira que também discorda do modelo, realça que os docentes não estão satisfeitos em diferentes pontos do documento. A docente diz estar preocupada com os alunos, pois o próprio professor não deverá estar na sala enquanto os alunos realizam as provas.

Quem se mostra insatisfeito são os pais e os encarregados de educação considerando que os seus educandos não se encontram preparados para tais exigências. Por isso, apelam ao Ministério da Educação para que reveja o sistema e o adapte à realidade do País.

Este online tentou entrar em contacto com a Delegação Escolar de São Vicente, mas os funcionários informaram que o Delegado se encontrava numa reunião pelo que não teria disponibilidade de atender o jornalista.

  1. carlos professor

    esses professores insatisfeitos sao os que menos zelam e primam para uma qualidade e a priori estao com medo de terem uma taxa baixa de sucessos, eses pais e encarregados de educaçao sao aqueles que so aparecem nas escolas no fim do ano lectivo. No meu tempo fazia-se exames de 4 classe num so dia com tres a quatro disciplinas e ninguem reclamava e saiamos mas bem preparados com uma bagagem de conhecimento muito boa

  2. Isso é verdade, estive numa reunião como educando da minha filha, pude constatar a preocupação da Professora pois conforme disse ela que, vai estar com pena dos seus alunos durante as provas que vão decorrer, ela não estará presente na sala e os alunos vão estar preocupados, quanto mais a nós pais e encarregados, porque psicologicamente os nossos filhos vão estar subcarregados da tamanha pressão que irão ser submetidos, pedimos urgentemente a intervenção do Ministério da educação que elimine esta medida, tendo em conta que irá sufocar os alunos quando mais tratando-se de alunos de 1º, 2º e 3º ciclo ensino básico que ainda nem maturidade têm para aguentar tudo isso.

  3. atento

    É verdade. Esse novo sistemas foi aprovado em Dez de 2015 e já entrou logo em vigor sem ninguém saber. Eu da minha parte acho um exagero da parte do antigo governo a rapidez em que aprovaram essa lei do novo sistema tendo em conta que não houve consenso não ouviram ninguém, ninguém sabia de nada nem os professores principalmente quanto mais os encarregados de educação. Há duas semanas sem exagero que tomamos conhecimento desse novo sistema e o mais doloroso é que entra em vigor logo este ano e nenhum aluno está preparado para essa sentença que esse novo sistema traz. ACHO QUE O NOVO GOVERNO URGENTE DEVIA TOMAR CONTA DESSA LEI, ANULANDO ESSA LEI , ouvir todos os interessados, ver as anomalias e depois ter uma nova aprovação de acordo com a realidade do nosso país

  4. sonia sousa

    Eu como encarregado de educaçao estou completamete insatisfeito com esse novo modelo de ensino que o misterio de educaçao esta a colocar e vigor so agora no 3º trimestre de escolaridade nao avisaram os pais de nada .E preocupante para os pais e alunos pq deveriam ter feito essa mudança desde do inicio do ano letivo e nao deixar eles chegarem no final e colocarem essa bomba em suas cabeças nem todos os livros as criancas tem pq mudaram os livros ja vai completar 2 anos enao conseguiram fazer todos os livros q eles precisam para estudar e agora vao fazer isso .Espero q vejam isso pq nao esta nada bem.

  5. Sílvia Sousa

    Estupefacta com o posicionamento daqueles que se manifestaram!
    Como professora e como encarregada de educação fiquei efetivamente surpreendida, mas por considerar que o novo regime de avaliação é pouco exigente.
    As críticas ao novo sistema de avaliação são muitas, sem dúvida, mas extamente no sentido contrário. É necessário que haja avaliação formal ao nível nacional, é urgente que se faça um balanço daquilo que se passa no país, com vista a uma urgente intervenção para a melhoria da qualidade de ensino. Trata-se de apenas mais uma prova, mas que recebe a designação de nacional… apenas isso. É suposto todos os alunos estarem alinhados, salvo se estiverem devidamente referenciados (e a lei salvaguarda essa questão).
    Fico desapontada como Encarregada de Educação quando percebo que há professores que acham que tudo é demais para as nossas crianças, quando há quem ache que os nossos alunos apenas podem atingir os objetivos mínimos, quando na verdade se devia trabalhar pelo máximo.
    Os alunos não são submetidos a duas provas por dia – apenas a uma prova, mas que prevê um pequeno intervalo entre os itens de verificação de conhecimentos e a situação de integração, ou seja, o exercício que avaliará as competências desenvolvidas.

  6. carlos bentub

    antigamente fazia-se exames na primeira, segunda , terceira e quarta classe e o ensino era outro tinha qualidade e muito conhecimento. No ciclo fazia-se exame do segundo ano com materias do primeiro e do segundo e maioria transitava de classe. no licei no quinto ano fazia-se exame de nove disciplinas com materias do terceiro, quarto e quinto anoe era bom os ocnhecimentos, ninguem se sentia pena de ninguem, agora quere tudo facil sem esforço

  7. Insatisfeita

    A culpa não é dos professores pois fui a uma das reuniões de Pais e Professores e vi a preocupação estampada na cara dos Professores que estão com as mãos atadas e nem conseguem ajudar os alunos. Uma vergonha o a Ministra da Educação anda a fazer. Dorme, sonha e implementa. Como é que começam um ano letivoem Set/15 e no mês de Dez/15 e Maio/16 veem implementar isso para vigorar ainda neste ano. Espero que o atual ministro da Educação reveja isso pq vamos ter uma enorme taxa de insucesso escolar nesse ano e anos vindouros pq os alunos não vêm preparados da primaria para encontrarem esta carga. Eu no meu caso a minha filha de 8º ano e outras vão ficar para tras e proximo ano os prof. nao terãoo turmas do 9º para selecionar. Como disse um aluno… andam a fazer isso para complicarem a vida aos estudantes ao ponto de os reter o máximo para não fazerem cursos pq o País não aguenta mais quadros. Será???? Será??? Ministro da Educação reveja isso o mais URGENTE possivel pq está em causa a cabecinha dos nossos filhos. Professores muita força pois isso não é tarefa facil.

  8. ADILSON FILIPE

    Como professor e encarregado de educação subscrevo totalmente as palavras da Silvia Sousa, estão a fazer uma tempestade num copo de água, isto é só mais uma prova…que terá um peso de 30% na avaliação final.

  9. Francisco andrade

    vamos sair a rua e manifestar a nossa indignação a esse Ministério de Educação, que não escutou a opinião dos docentes.Hora de dizer “Basta” a estas medidas tomadas sem consultar os pais e professores

  10. Sílvia Sousa

    O que mais me espanta é que poucos percebam que estas observações apenas desvalorizam os alunos e as alunas que frequentam as escolas cabo verdianas e a sua inteligência!

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