Professor agride aluno: ME condena comportamento violento do professor

9/05/2016 08:18 - Modificado em 9/05/2016 09:07

A denúncia em vídeo da agressão de um professor a um aluno da Escola Secundária Olegário Tavares feita pelo internauta Grazy Cardoso, está a gerar repúdio  nas redes sociais e provocou um novo foco de problemas para o governo que tomou posse há quinze dias. Matança nas FA. Agressão num liceu. 

Pessoal, por favor façam esse vídeo chegar ao Ministério da Educação e Desporto!!!! Será que é esse tipo de educadores que nós queremos para os nossos filhos???”, diz Grazy Cardoso que posta no Facebook um vídeo de um professor a agredir um aluno. A partir de então, gerou-se uma onda de apoio ao aluno da Escola Secundária Olegário Tavares, Santiago. O aluno, conhecido por Jane, por sua vez, afirma que se esqueceu de tirar o chapéu dentro da sala de aula e a partir de então desencadeou-se o episódio da agressão. Jane acrescenta que o docente tem o hábito de agredir os alunos dentro da sala com uma régua.

Os internautas repudiam o acto do docente e alguns pedem logo a demissão do mesmo. “Esse professor é bandido só pode ser… É para ser colocado na rua daquela escola”, diz Lopes. Ainda nos comentários, regista-se a revolta contra a postura do professor que bate e empurra o aluno pelas escadas abaixo, tendo a acção sido filmada e publicada nas redes sociais. A publicação conta com 687 partilhas como forma de fazer chegar a denúncia às autoridades competentes.

A denúncia nas redes sociais chega ao Ministério da Educação e Desporto que emite o seu parecer sobre o caso, de acordo com o site DYPK: “O Ministério da Educação tomou conhecimento da situação de violência ocorrida entre um professor e um aluno na Escola Secundária Olegário Tavares, concelho de São Miguel, por uma comunicação oficial do Director da Escola à Inspecção-Geral e também, como o público em geral, teve acesso ao vídeo colocado nas redes sociais.

O ME condena esta prática e a de qualquer tipo de comportamento violento, especialmente tratando-se de docentes que devem pautar pela assertividade, não sendo sob nenhuma óptica aceitável o recurso à violência para impor a disciplina. Educadoras e educadores têm como dever maior contribuir para a formação integral de alunas e alunos. Tal como o Estatuto da Carreira Docente explicita (artº 6 alínea b) é o seu dever «… colaborar com todos os intervenientes da comunidade educativa, favorecendo a criação e o desenvolvimento de relações de respeito mútuo, em especial entre docentes, alunos, encarregados de educação e pessoal não docente».

O Ministério da Educação aproveita para informar a sociedade educativa e civil que o caso já está a ser devidamente processado pelos serviços da Inspecção-Geral da Educação”.

 

  1. Professoor

    Apontem dedo ao professor e os internautas pedem a demissão do professor. Tudo bem bem não foi correto o que fez o professor. Mas não esquecem que o aluno é reincidente nas peripécias da indisciplina, tendo já comparecido várias vezes no concelho de disciplina. Aqui mencionam o dever dos professores evocando leis. Pergunto, e onde esta à dos pais encarregados de educação? a educação vem do berço minha gente. Por isso é que estamos mal nas salas de aula.E o que fazer com a indisciplina dos alunos nas salas de aula, que agridem os professores verbalmente e as vezes ate fisicamente? Aí nenhum aluno filma para enviar para DYPK. Os professores hoje em dia passam mal , mal, mal nas salas de aula. Porque é que os pais não vão aulas?, porque é que não comparecem nas reuniões? No ensino básico ainda é pior, os professores ” ti ta oiá diab ta plá café”, pois não existe nenhuma lei que pune os alunos que fazem o que querem, o que bem entendem, e muitas vezes os encarregados de educação nem “tão” aí.Isto precisa mudar, mas começando na responsabilização das famílias para com os seus educandos.

  2. Professoor

    Continuando, até parece caricato, dizer isto, vejam só : professores no ensino básico com alunos no 2º ano de escolaridade (7/8 anos) que perturbam e desestabilizam a turma todos os dias,e nem o professor nem o gestor do pólo conseguem fazer nada, e ao chamar os encarregados de educação, qual é a resposta? “mim jam ca ti ta pode quel, bzot desenrrascá, bzot tchamá policia”. São vários casos destes nas nossas escolas do ensino básico, que é obrigatório e a gente não tem como, nem colocar uma falta de indisciplina, ou coloca-lo na rua, tampouco outra coisa. Ele pode fazer o que quiser… nem a policia da escola segura não esta a conseguir driblar vários casos de indisciplinas que estão decorrendo nas salas de aula , isto falando no básico que vai dos (6 – 14/15 – 1º e 2º ciclo). Isto esta de mal a pior, e piores dias estão para vir, pois com os meus quase trinta anos de docência, estou vendo e assistido coisas que nunca imaginei na vida pudesse ver e assistir numa sala de aula. Mas a culpa disto tudo esta no seio das famílias. São crianças que não têm culpa de nada pois muitas vêm de famílias desintegradas, onde vêem os pais a consumirem diariamente álcool e drogas como alimento, vivem muitas vezes com a prostituição no lar. Coitados… não temos de apontar o dedo a elas mas sim aos seus progenitores. Há por aí tantas leis , criam leis por tudo e por nada, mas há que criar uma lei que obriga os pais a se responsabilizarem pelos seus filhos. DEUS HÁ DE NOS AJUDAR E ACUDIR.

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