AMSV: a não realização do segundo dia de sessões deixou munícipes insatisfeitos

9/05/2016 08:43 - Modificado em 9/05/2016 08:43
| Comentários fechados em AMSV: a não realização do segundo dia de sessões deixou munícipes insatisfeitos

mindeloA sessão ordinária da Assembleia Municipal foi marcada para quinta-feira e sexta-feira, 5 e 6 de Maio, para discussão da conta de gerência e balanço das actividades entre sessões. O que era para ser dois dias de trabalho acabaram por ser apenas um, com os eleitos municipais a discutirem os pontos da agenda em apenas um dia.

A não realização da sessão do segundo dia da Assembleia deixou munícipes descontentes, isto, porque não conseguiram expor as suas preocupações em relação a São Vicente. Em qualquer sessão ordinária é destinada trinta minutos aos munícipes para exporem suas preocupações e situações de interesse da ilha, ou que afecta a vida municipal.

Noel Fortes, como conta, chegou atrasado no primeiro dia de sessão, depois de tentar inscrever lhe foi comunicado que não era possível, mas que poderia voltar no próximo dia e ter voz na sessão. Conselho que seguiu mas foi em vão já que na sexta-feira encontrou as portas fechadas, e sem oportunidade de falar. E tratando da última sessão deste mandato, considerou “uma falta de respeito perante aos munícipes” que tinham assuntos para tratar e não conseguiram falar “directamente” com o executivo e os deputados.

E esse munícipe fala que tinha assuntos importantes para serem tratados com o executivo sobre os problemas de São Vicente, mas que não conseguiu porque os deputados trabalharam tudo num só dia.

João Francisco e Nuno Fonseca também ficaram sem a oportunidade de exporem os seus problemas à plenária, sobre um assunto que esperavam ter tido resposta do executivo. Na última sessão da Assembleia Municipal tinham exposto o facto de sua exposição ter sido retirada da praça a frente do Liceu Velho, “num acto de censura”. Exposto o problema o Edil disse que iria averiguar a situação. Como o assunto não foi retomado no primeiro dia da sessão, o segundo era para pedir os resultados da averiguação prometido pelo Presidente da CMSV. O que aconteceu é que não tiveram a oportunidade por não ter acontecido o segundo dia da sessão.

“Fizemos um pacto de silêncio porque disseram que iriam averiguar a outra intervenção, e não tivemos resposta. Mas só que resolvemos ir hoje fazer nossa intervenção, e quando chegamos na Assembleia fomos informados que não tinha sessão. Tínhamos informação que tinha os dois dias, e tinham pessoas que também não conseguiram expor seus problemas”, como recorda, João Francisco.

Nuno Fonseca acrescenta que “a forma que prolongou até mais tarde os trabalhos, os munícipes que queriam usar o período de sexta-feira não conseguiu expor os seus problemas”.

E este facto alheado a outros pontos leva o Nuno a afirmar que a AMSV não tem desempenhado a sua função de fiscalizadora da CMSV. “Denúncia claro da maneira como a Assembleia tem estado a trabalhar sem desempenhar a sua função fiscalizadora da CMSV em benefício do município, em vez de a Assembleia trabalhar para defesa de munícipes. Funciona como uma extensão da própria câmara municipal. Em vez de exigir da CMSV para esclarecer os problemas, simplesmente se cala”.

Noel Fortes finaliza afirmando que a Assembleia tinha um plano de trabalho, e mostra a sua indignação ao estender um dia longo de trabalho, e não deixar que os munícipes, os maiores interessados nos trabalhos da Assembleia Municipal, não tenham tido voz para falar das suas preocupações e do que está acontecendo na ilha. E as questões deste munícipe com adianta relacionavam com a situação económica da ilha, e de temas relacionadas com o desemprego.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2018: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.