CMSV: “Gabinete técnico está a fazer o seu trabalho”

5/05/2016 07:48 - Modificado em 5/05/2016 07:48
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CMSVNa última semana, o PAICV em São Vicente acusou a Câmara Municipal de, através do Gabinete Técnico, estar a distribuir terrenos como forma de condicionar o sentido de voto nas próximas eleições autárquicas. “Uma atitude de desespero de quem não tem obras para apresentar”, como afirmou o líder do PAICV em São Vicente, Alcides Graça.

“Nós sabemos, como vereação do planeamento territorial, que uma das grandes solicitações que temos é o pedido de terrenos. Esforçamo-nos para fazer um trabalho cada vez mais próximo dos munícipes e, fazer este trabalho, é tentar dar resposta às solicitações, apesar das nossas limitações”, afirma o Vereador Rodrigo Martins ao explicar o motivo das críticas.

Para Rodrigo Martins, a atribuição de terrenos é o grande desafio da CMSV, “que tem mais de quatro mil pedidos de terrenos”, mas mostra-se satisfeito por saber que a Câmara é apontada pelo esforço que tem feito para a atribuição de terrenos, “o contrário é que seria complicado”.

A CMSV, como acrescenta o Vereador, tem trabalhado juntamente com a equipa técnica na elaboração de planos para satisfazer, dentro dos possíveis, a atribuição de terrenos aos munícipes. “É um processo normal, um processo que faz parte do desempenho das funções inerentes do Gabinete Técnico e se as maiores solicitações são de pedido de terrenos, teremos de trabalhar em prol da satisfação dos munícipes, mesmo sabendo que não é possível satisfazer a todos, devido aos poucos planos”.

Esta afirmação prende-se com o facto da acusação de que a edilidade está a telefonar aos munícipes com pedidos de terrenos para se apresentarem no Gabinete Técnico para a sua aquisição.

“O contacto com os munícipes é um processo normal e sempre fizemos isso. Sabendo das dificuldades e das possibilidades financeiras das famílias, a Câmara dá uma oportunidade para as pessoas liquidarem os seus terrenos a prestações. E quando há um incumprimento, a Câmara entra em contacto com o munícipe para perguntar se pretende liquidar o terreno ou considerar o terreno como uma desistência e atribuí-lo a outra pessoa”, justifica.

Ainda dentro da questão habitacional, Rodrigo Martins faz referência ao programa ‘Casa Para Todos’, dizendo que não haveria tantas solicitações se o programa tivesse tido em conta o envolvimento da CMSV. Diz acreditar que se houvesse um envolvimento da edilidade, haveria menos pessoas a solicitar terrenos, porque a forma de atribuir casas e terrenos e a própria questão de construção seriam diferentes.

A todas as acusações, responde que a edilidade segue um processo normal e que está a fazer o seu trabalho.

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