Comandante da Guarda Nacional: “nas FA é preciso fazer malabarismos para colmatar as carência

4/05/2016 07:33 - Modificado em 4/05/2016 07:33

Cenfa-Monte-Tchota“Não temos nada nos destacamentos, contudo, espero que se venha a ter porque nós, em termos de videovigilância, já temos nos paióis, ou seja, nalguns lugares críticos já temos”, assume o comandante da Guarda Nacional de Cabo Verde, Coronel Jorge Martins, em entrevista à RCV, afirmando que o orçamento das Forças Armadas é pouco e frisa que é necessário “fazer ginástica e malabarismo”, uma vez que não há financiamento do Estado. Diz ainda, que há vários anos que o orçamento para as FA se mantém e que “até já perdi a conta e não me recordo quando houve um aumento”.

Por outro lado, o Comandante da Guarda Nacional considera que é necessário melhorar as comunicações nos destacamentos militares, além do uso dos telemóveis, afirmando que é fundamental investir nos meios de comunicação e nos transportes, sendo necessária uma viatura permanente para casos de evacuação. O Coronel Jorge Martins refere que há quatro carros para os oficiais superiores, sendo que as outras viaturas são para operações tácticas ou operacionais; acrescenta que “no ano passado, adquirimos 10 viaturas para a polícia militar porque havia uma carência neste sector e na área administrativa”, tendo sido estes adquiridos com os recursos das FA, sem ajuda do Estado. Porém, o mesmo esclarece que se está ainda a pagar essas viaturas, já que se recorreu ao crédito para as comprar.

Perante as várias dificuldades das Forças Armadas que vieram à tona com o massacre em Monte Tchota, brota como agravante, a falta de investimento do Estado nesta organização, de acordo com o Comandante da Guarda Nacional que assegura, “várias vezes as carências das FA foram apresentadas ao Governo, inclusive apresentamos vários projectos” para que fossem verificadas a viabilidade dos mesmos através da cooperação. Neste sentido, o Comandante Jorge Martins garante que há anos que as FA tentam investir na comunicação, mas o mesmo justifica que “os equipamentos são muito caros e que até contactámos uma empresa da milícia em Lisboa que nos apresentou um projecto, mas o orçamento das FA destina-se para o quotidiano e para o funcionamento da mesma”.

  1. PENSEM BEM

    criaram reformas para muitos COMBATENTIS DI LIBERDADI (caca a gafanhotos) quando se sabe dos caboverdeanos na Guine Bissau so foram 49 (quarenta e nove) .
    Agora nao tem cabimento no orcamento do estado para o essecial para as FA.

  2. /94

    È acabar com as FA no actual modelo. Extinguir algumas patentes, correr com indivíduos como Jorge e outros energumenos parasitas. Instruir anualmente uma companhia com instrução basica de 1 mes e enviar todos para casa com uniforme para reserva por um ano. Profissionalizar uma companhia de soldados e oficiais intermedio por 5 anos.
    ACABAR COM A TRAMPA ACTUAL, MANDAR PARA CASA 90 DOS PARASITAS

  3. Joana Inês Sá

    E o país gasta imenso dinheiro dos contribuintes com estes senhores para nos defenderam mas regra geral nunca estão nos seus postos na hora dos acontecimentos!
    fantástico! Só agora foram descobertas as carências. Só agora depois da enorme e horrenda tragédia! Mas onde andaram estes senhores de altas patentes?? Nunca reclamaram junto de quem de direito? Não acredito.

  4. José Luís Veloso

    Uma só pergunta:

    Porque não mostras o teu rosto ao fazer tantas acusações?

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