Monte Tchota: a tese das “motivações pessoais” é apenas sustentada pelas declarações do suspeito

3/05/2016 07:54 - Modificado em 3/05/2016 07:54

monte tchotaO Chefe da Guarda Nacional afirmou que o que esteve na origem do ocorrido em Monte Tchota foi um desentendimento do soldado Ribeiro com um colega, que culminou com um confronto físico, donde saiu derrotado, ficando no posto de serviço em vez de outro, tendo sido alvo de gozo por parte dos restantes colegas. “O responsável pela Guarda Nacional adiantou ainda que o soldado se considerou injustiçado e “ameaçou matar a todos, ameaça que não foi levada a sério pelos demais”.

Mas o Chefe da Guarda Nacional não explicou se essa ocorrência ficou registada. Se não está registada “é apenas a versão do homem que confessou que matou onze pessoas”. Mas de acordo com oficiais das FA ouvidos pelo NN “no caso de uma briga num destacamento, o regulamento determina que deve ser feita uma participação e o comando teve ser informado do ocorrido”. Em determinados postos militares, como o do Monte Tchota, o oficial tem poderes para deter os envolvidos.” Pois a briga entre militares é uma infração grave  ao regulamento disciplinar. Assim como a ameaça de morte”.

Adianta a nossa fonte “se a investigação não encontrar nada escrito a relatar a situação descrita pelo soldado dificilmente a verdade será apurada, porque estando os outros mortos resta apenas a versão do suspeito o que é muito pouco para se concluir que as motivações do massacre “foram pessoais” e que o chefe do destacamento infringiu o regulamento militar em não agir de acordo com esse regulamento e ” termina dizendo que a ” a tese das motivações pessoais é apenas sustentada pelas declarações se um indivíduo que confessou que matou 11 pessoas, três das quais não tinha nenhum motivo pessoal para matá-las”.

  1. Fernando Fortes

    Admitamos que esse tipo de disputas, deve fazer parte da medição de forças entre valentões.
    A ignorância, costuma fazer escola, num meio daqueles.
    Ou o sargentão não brinca e leva o trabalho a sério,mas para isso é preciso haver controlos obre ele, ou então, são 15 dias de regabofe e divertimento no trabalho.
    Quem souber que responda.
    Mas eu o que tenho ouvido é que na tropa até a recruta tudo bem.
    Depois é uma falta de ocupação e vícios.

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