Dia do Trabalhador: A luta continua

2/05/2016 08:30 - Modificado em 2/05/2016 08:30
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maioO Dia Internacional do Trabalhador não passa despercebido em Cabo Verde. Apesar da data já ter sido palco de manifestações e reivindicações por parte dos sindicatos, o dia continua a ser um dia de passeios e de convívio. Exemplo verificado no ano passado com uma manifestação para melhores condições de emprego e adesão fraca, que nem se viu.

O 1º de Maio é o Dia do Trabalhador, data que tem origem na primeira manifestação de 500 mil trabalhadores nas ruas de Chicago e numa greve geral em todos os Estados Unidos, em 1886.

Apesar do dia ter sido usado para manifestações recreativas, o trabalhador cabo-verdiano ainda tem muito por lutar. O NN, por exemplo, destacou o ano de 2015 como um ano de greve. Professores, agentes da Polícia Judiciária, guardas prisionais, trabalhadores das alfândegas, trabalhadores dos registos e notariado, todos mostraram o seu descontentamento saindo à rua para reivindicarem melhores condições.

A luta dos trabalhadores cabo-verdianos não é recente. Várias classes, por exemplo, os professores, há muito que vêm reivindicando vários pontos como as reclassificações, os subsídios da redução da carga horária, as progressões. Esta é a classe que mais tem reivindicado e esperado que o Ministério que a tutela possa agilizar os processos. Os professores têm sido o exemplo de perseverança e continuidade na luta.

A luta do trabalhador não se faz num dia e é com este pensamento que muitos devem estar a usar este dia para recuperar forças em vez de lutar. A luta tem sido constante. E, neste curto prazo de tempo, já houve quem achasse necessário sair à rua mais de uma vez para conseguir os seus direitos. Referimo-nos aos agentes da Polícia Judiciária e aos trabalhadores das alfândegas que “gritaram” em duas greves para que as suas vozes fossem ouvidas.
Os trabalhadores das alfândegas protestaram contra a lista de transição do pessoal, enquanto que a PJ encontrou no PCCS apresentado pelo Governo alguma insatisfação. Para além de falarem das condições de trabalho em que operam, a rescisão colectiva foi um assunto debatido no seio da PJ, mas que acabou por não ir para a frente.

Esses são alguns pontos reivindicados por grupos de trabalhadores e não são os únicos. A ADECO empresta a sua voz, na perspectiva de associação de defesa dos consumidores, para chamar a atenção e necessidade de melhores condições para os trabalhadores. A ADECO tem mencionado a questão do poder de compra do consumidor que se tem vindo a reduzir e posto em dificuldade muitas famílias. Este aspecto, para os consumidores, parece ganhar relevo quando os bens estão mais caros e os salários iguais.

Com o novo Governo, as associações sindicais esperam por um melhor diálogo com o executivo de Ulisses Correia e Silva. Decisões em que os sindicatos estiveram contra, querem que voltem outra vez a debate na reunião de concertação social a fim de encontrarem melhores soluções. Até agora, o Governo tem-se mostrado aberto na retoma do diálogo, mas sem uma efectivação, uma vez que há menos de duas semanas que tomou posse e deve-se pôr a par dos dossiês.

A luta do trabalhador cabo-verdiano ainda não está terminada. Terminado o ciclo do antigo Governo, esperam-se por novas ideias e novos métodos, mas para os trabalhadores as reivindicações continuam antigas, todas buscando o melhor para a sua classe de trabalho e, especialmente, o melhor para as famílias.

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