Suspeito disse que matou os militares para se vingar de maus tratos e os civis para levar o carro

28/04/2016 08:06 - Modificado em 28/04/2016 08:06

Massacre Monte Tchota3Familiares do militar suspeito de matar 11 pessoas em Cabo Verde disseram à agência Lusa que na origem das mortes poderão estar alegados maus tratos de que o jovem seria alvo no destacamento militar de Monte Tchota. O familiar que não se identificou disse que o suspeito lhe confessou que atirou contra os oito colegas porque tinha sofrido maus tratos deles. Em relação aos três civis disse que os matou porque queria o carro deles para fugir, mas estes resistiram por isso disparou também, confirmou a Lusa que nesse dia, segunda-feira, 25, o primo saiu do local e nessa noite dormiu em casa, no Palmarejo, onde lhe mostrou fotografias dos corpos, que tirou com o telemóvel.

De acordo com a investigação realizada pelo NN o soldado suspeito de ter assassinado onze pessoas no destacamento militar do Monte Tchota, na ilha de Santiago, esteve de sentinela na noite de domingo para segunda. Tudo indica que terá sido nessa altura que se dirigiu para a caserna e eliminou os oito militares que se encontravam deitados.

Este dado faz sentido mediante as informações que o NN sabe que foram prestadas pelo guarda na casa da presidência da república que fica a 1 quilómetro do destacamento. Este terá informado que ouviu tiros por volta das 10 horas da manhã de segunda-feira, 25.

Este online sabe que o responsável da residência Quinta da Montanha ligou na terça-feira de manhã para o guarda da residência do PR para informar se este sabia do paradeiro de três técnicos que tinham ido no dia anterior fazer um trabalho no destacamento. Isto porque do hotel na cidade da Praia, onde estas três pessoas estavam hospedadas, tinham lhe telefonado a dizer que estas não tinham voltado ao hotel durante o dia de segunda-feira. O responsável da Quinta da Montanha terá sido informado pelo guarda que “na segunda-feira de manhã viu um carro  de cor branca a passar a toda a velocidade”.

Manuel António Silva Ribeiro, mais conhecido por Entany Silva, e cujos familiares são naturais da ilha do Fogo (São Filipe), nasceu a 09 de junho de 1993 no bairro praiense do Palmarejo, mas cresceu no Paiol do Coqueiro.

É que segundo contou à Lusa o padrasto, Albertino Pires, a mãe de Entany vive nos Estados Unidos há 16 anos e o pai morreu em 1998, tinha o filho cinco anos de idade.

Depois de terminar o 12.º ano, Albertino Pires recordou que tentou arranjar trabalho a Entany numa empresa de segurança, mas este queria era mesmo ir “para a tropa”, e foi como voluntário a 02 de maio do ano passado, estando a faltar pouco mais de dois meses para completar os 14 meses de serviço militar.

Albertino Pires, que mora no bairro da Bela Vista, contou ainda que Entany tinha o sonho de ir para os Estados Unidos, e já tinha todos os documentos necessários, estando apenas à espera de uma petição e de sair da tropa.

O familiar descreveu Entany como uma pessoa “calma”, que conversava pouco, a não ser com os amigos mais próximos.

“Ele tinha um comportamento normal, sem sinais de agressividade”, prosseguiu o padrasto, dizendo que às vezes visitava Entany na casa no Palmarejo, alugada por uma avó e onde vivia com uma irmã de 19 anos.

Manuel António Silva Ribeiro foi hoje detido pela polícia cabo-verdiana e deverá ser presente a Tribunal no prazo de 48 horas após a detenção para conhecer as medidas de coação.

  1. Francisco

    Isso parece as cenas dos games violentos em que roubam carros matam as pessoas e abandonam o carro. Esse psicopata ( desculpa mas tenho que chamá-lo assim) fez uma transferência do virtual para a vida real.
    A FA precisam de recrutar soldados mediante uma avaliação psicológica, e esse soldados devem ter uma avaliação no período que estiverem a prestar serviço militar e quando cessar as suas funções. Fica a dica

  2. treta

    1º Como é possível acontecer tal coisa em tal sitio, e o mesmo só veio a ser descoberto MAIS DE 24H DEPOIS; 2º Com todo o aparato policial, só se consegue apanhar o sujeito MAIS DE 24H depois da descoberta dos crimes; 3º É preciso não esquecer, que foi graças a denuncia do taxista, aliás como perceber que, apesar de todo o aparato policial, só conseguiram chegar no sitio(centro da praia) 25/30 minutos depois da denuncia.

  3. TCHUBINHA

    EL KRIA VINGA SES COLEGA MAS NERA DES MANERA, COBARDE, PANHAZ TA DORMI, EL DIVIA SPIA KES SUPERIOR, ENTON RESOLVE SE PROBLEMA. NAO RESOLVEL NA PARTE MAZ FROK KUANT A FOME NA KORTEL KEM TEM VIDA BOM E VAGO MESTRE KTA FAZE LISTA DKOMPRA E TA GERI DESPENSA E PANELA

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